Industrialização da região cresce quatro vezes mais que no PR

A industrialização na Região dos Campos Gerais apresenta uma média quatro vezes superior à média estadual. Tal informação é possível ser concluída através da análise dos números apresentados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), referente ao número de Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) – obrigatórias para a execução de obras ou prestação de serviços através de um engenheiro (responsável técnico).
Vânder Della Coletta Moreno, Gerente Regional do CREA, revela que os números de ARTs registradas nas áreas de engenharia mecânica e elétrica entre os meses de janeiro a setembro, se comparados aos mesmos meses no ano passado, nos 22 municípios abrangidos pela regional, estão superiores aos do Estado. “Esses dados de engenharia mecânica e elétrica são os que estão presentes na área industrial. Então quer dizer que houve um aquecimento nessa área industrial neste ano” revela.
Somente nas atividades relacionadas às indústrias o crescimento foi notoriamente superior ao registrado no Paraná no período de um ano. Para Moreno, essa evolução é relacionada às grandes obras industriais em execução nos Campos Gerais. “Nessa área mecânica e metalúrgica, no ano passado no Paraná, foram 31.545 ARTs nos nove meses, enquanto que nesse ano subiu para 33.318, um crescimento de 5,6%. E na nossa regional de Ponta Grossa, no ano passado foram 1.550 ART’s, e nesse ano, foram 1.942, um aumento de 25%. É reflexo direto das grandes obras”, explica.
Segundo Vânder Moreno, a obra do Projeto Puma, em Ortigueira, foi um dos principais responsáveis pela elevação desse índice na região. “Foi a Klabin que puxou mais esses números, mas também é reflexo das obras da Ambev, em Ponta Grossa, e outras na região, como da Cargill em Castro, da Evonik, além das ampliações no Distrito Industrial de Ponta Grossa, e da Mars Brasil”, completa. Para o próximo ano, quando devem ser iniciadas e estiverem em execução as obras da BO Packaging, Master Cargas e Darnel, que somam mais de R$ 200 milhões em investimentos, Ponta Grossa deve manter em alta o número de ARTs.
Já na área elétrica, que também é relacionada à indústria, a região também está acima da média estadual, mas em índice inferior. “No Paraná foram 28.515 ART’s em 2014 e nesse ano são 30.073. Teve aumento de 5,5%. E na nossa regional saiu de 1.477 para 1.603 nesse ano, um aumento de 8%, também superior à media do Estado”, conclui Moreno.
Construção Civil tem retração menor na região
Ao contrário da atividade industrial, o setor de construção civil apresenta retração neste ano, entre os meses de janeiro a setembro. O levantamento do CREA mostra que, neste ano, no Paraná, foram registradas 134.612 ART’s, valor quase 6% inferior às 142.196 ART’s de construção civil contabilizadas em 2014. Nos Campos Gerais também houve uma retração, de 9.680 para 9.283, em uma queda de 4%. Ainda assim, a retração regional é inferior à média estadual. Para Vânder Moreno, essa queda menor também é reflexo da industrialização. “Isso mostra que houve uma retração no mercado, na construção civil em geral, tanto no segmento residencial quanto comercial. Mas as ampliações de unidades novas também puxam e elevam o número de contratações na área da construção civil”, conclui.
Informações do Jornal da Manhã.





















