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São Mateus do Sul oferece oficinas gratuitas de violão

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Quinta-feira é dia de música no Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), em São Mateus do Sul. Da música sertaneja de raiz, passando pelos sucessos do rock internacional e cânticos religiosos, a variedade é o que chama atenção aos ouvidos de quem passa próximo ao local, no início da tarde.

Ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social, o CREAS de São Mateus do Sul passou a oferecer no mês passado um novo espaço gratuito para aprendizagem, criação e incentivo a manifestações artísticas: uma oficina para quem quer aprender a tocar violão.

A turma atual, composta por seis jovens alunos e alunas, transforma a varanda do CREAS num espaço agradável de aprendizagem musical e compartilhamento de experiências. Ministrada de forma voluntária pelo professor e músico João Maria Semkiw, que também participa do Coral da Six (Petrobrás), a oficina é gratuita, aberta ao público em geral e traz noções básicas sobre ritmo, leitura de partituras, notas, manuseio e produção musical a partir do violão.

“A música faz bem tanto para as pessoas, quanto para o grupo que está envolvido”, explica o professor João. “Queremos despertar, a partir da música, o interesse ainda maior também por outras manifestações artísticas e pela cultura em geral, por parte desses jovens”.


PARA OS OUVIDOS E PARA A ALMA

Fã da dupla Victor & Léo, Ana Alice Santos quer aprender a tocar música sertaneja. Ela conta que começou a se interessar por música por influência de seu avô, que tocava modinhas nos encontros da família. “Estou gostando muito do curso. Eu não tinha tido aulas de violão antes, e estou aprendendo muito”, conta Analice.

Para a psicóloga Rosana Ehlke Vistuba, do CREAS, a música tem papel essencial na vida das pessoas. Ela explica que, além de exercitar a criatividade e de fazer com que alguns jovens até descubram um talento que antes desconheciam, a oficina ainda garante aos jovens a integração com pessoas que têm um mesmo interesse. “Num mundo tomado pelo medo e pelo desespero, a alma das pessoas acaba ficando tão seca a ponto de as pessoas deixarem de acreditar em um caminho possível. A arte, em geral, vem com o intuito de hidratar essa alma”, explica Rosana.


Informações de Matheus Lara da assessoria de imprensa

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