Apreensões da Receita já somam R$ 14 mi na região

O delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Gustavo Horn, apresentou ontem o balanço das mercadorias apreendidas na região de janeiro a julho deste ano. Foram retirados de circulação neste período R$ 14,5 milhões de produtos contrabandeados. O número supera os valores obtidos no mesmo período do ano passado (R$ 10,3 milhões), ficando bem próximo também do total de apreensões de 2014 (R$ 15,5 milhões). Entre os meses, julho foi o que contou com as apreensões de maior vulto.
Segundo Horn, o cigarro mais uma vez liderou o ranking de produtos apreendidos. “Somente ele foi responsável por R$ 11,9 milhões do total apreendido até o momento”, diz. Na sequência vieram os eletrônicos e os veículos e caminhões.
O delegado explica que o comércio ilegal de cigarros atrai muitos contrabandistas devido à rentabilidade. “Mesmo com a crise econômica e com o dólar em alta, muitas pessoas preferem comprar um maço de cigarros falsificado devido à estratégia do governo brasileiro em aumentar progressivamente o valor do produto nacional para evitar que mais pessoas fumem”, justifica.
Atualmente, o preço mínimo de uma carteira de cigarro nacional custa R$ 4,50. “Todo produto comercializado abaixo dessa faixa é irregular”, completa Horn. Dentro do mercado negro em Ponta Grossa, principalmente localizado na região central da cidade, o preço varia de R$ 2,50 a R$ 3, dependendo da marca.
De acordo com Horn, a maioria dos produtos foi apreendida nas rodovias. “Graças à ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Civil e Federal, além do Exército Brasileiro, que está atuando fortemente com a operação ‘Escudo’ nas fronteiras do país, conseguimos fazer grandes apreensões”, finaliza.
Armas e munições lideraram ranking de apreensões nacionais
A apreensão de mercadorias pela Receita Federal nos portos, aeroportos e postos de fronteiras cresceu 4,93% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, a alfândega apreendeu R$ 933,8 milhões, ante R$ 889,9 milhões nos seis primeiros meses de 2014. Entre os tipos de mercadorias confiscadas, os maiores crescimentos foram registrados em armas e munições, cujas apreensões somaram R$ 567,3 mil no primeiro semestre de 2015, alta de 369,9%, mais de quatro vezes o valor registrado no mesmo período de 2014 (R$ 120,7 mil). O segundo maior crescimento ocorreu com os pneus, cujo valor apreendido atingiu R$ 8,6 milhões, ante R$ 2,5 milhões, aumento de 242,6%. Outro destaque foram as apreensões de CDs e DVDs não gravados (virgens), que cresceram 128,9%.
Informações do Jornal da Manhã.





















