Arrecadação de tributos federais atinge R$ 2 bilhões

A arrecadação de tributos federais atingiu, neste ano de 2015, a marca de R$ 2 bilhões na região abrangida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa. O valor é, em termos nominais, 4,04% superior à marca de R$ 1,93 bilhão registrado no mesmo período no ano passado (de janeiro a julho). Somente no mês passado, a arrecadação foi de R$ 293,5 milhões, montante 7,88% superior se comparado com o mesmo mês de julho em 2014. Se descontada a inflação nos últimos 12 meses (9,55%), no entanto, há uma queda real, tanto na comparação mensal (1,54%) quanto no acumulado do ano.
O Delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Gustavo Luis Horn, observa que a queda na arrecadação no mês de julho é, proporcionalmente, inferior à registrada nos meses anteriores. “Não é propriamente um sinal de reaquecimento da economia, mas, aparentemente, algumas ações de monitoramento, cobrança e fiscalização estão contribuindo para que o resultado seja um pouco melhor. Não foi o motivo principal, mas colaborou”, diz, explicando que não houve nenhum movimento atípico no mês de julho, seja em crescimento ou retração dos impostos que compõem os tributos fazendários e previdenciários.
No acumulado do ano, observa-se que o IRPJ e a CSLL são os únicos impostos que seguem em queda real em relação ao ano passado (pouco superior a 1,5% nos dois tributos). Já o IRRF e PIS são os únicos que estão com crescimento real – sendo este último com uma evolução nominal de 13,82%. “Os dados do PIS indicam quando uma empresa tem maior faturamento; mas não os únicos dados que formam uma possível informação. Então se temos algum desencontro do PIS subir e o IRPJ cair, se vão em sentido contrario, não dá para dizer que o pior já passou e a economia vai melhorar”, analisa Horn.
O delegado lembra, no entanto, que algumas empresas, como as exportadoras, mesmo com a crise, podem apresentar desempenho superior às outras. “Se quem conseguia vender US$ 10 um ano atrás, embolsava R$ 24. Hoje, embolsa praticamente R$ 35. Então é um crescimento bastante expressivo; podemos dizer, nesse momento, sob o aspecto dólar, que a situação é favorável ao exportador”, conclui.
Retração atinge todos os setores
De acordo com o delegado Gustavo Horn, todos os setores da economia apresentam uma retração. Indústria, comércio e serviços seguem com atividade inferior ao ano passado. “Não há nenhum despontando; nenhum escapando da regra geral”, resume. Contudo, para ele, o cenário deve mudar quando a indústria elevar a produção. “Com um primeiro impulso na indústria, reflete no comércio e depois, ainda mais, nos serviços. Nossa arrecadação deve subir quando a indústria conseguir se recuperar um pouco”, informa.
Informações do Jornal da Manhã.





















