Região prevê R$ 3,74 bilhões em projetos energéticos

Somente neste ano, a conta de luz teve um reajuste superior a 50%, motivado pelo acionamento das usinas termelétricas, diante da falta da geração de energia por outros meios. Este fato, somado ao crescimento da população no país, mostra a necessidade de novas fontes geradoras de eletricidade. Na região dos Campos Gerais, vários projetos estão em fase de licenciamento ambiental, alguns prestes a iniciar obras. Somente seis obra (quatro usinas hidrelétricas e duas eólicas) poderão resultar em mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos. Juntas, as usinas poderiam abastecer mais de 1,6 milhão de pessoas.
O maior deles é o Complexo Eólio-Elétrico dos Campos Gerais, projetada pela Taim Cade Brasil (empreendedora da usina, filial do Grupo Taim Weser no Brasil). O projeto prevê a construção de 18 usinas eólio-elétricas em um complexo elétrico nas margens da PR-340, entre os municípios de Carambeí, Castro e Tibagi. Serão 250 aerogeradores com a capacidade instalada inicial de 500 MW, que demandará investimento de R$ 2 bilhões. Audiências públicas já foram realizadas em 2014, a licença prévia já foi emitida pelo Instituto Ambiental do Paraná e, segundo a gerente do Departamento de Energias Renováveis da Taim Cade, Sybilla Liria Benelli, a empresa segue trabalhando com os processos ambientais, dando continuidade e organizando os projetos. Outra usina eólica é planejada pela Cooperativa Frísia (ex-batavo), cujo projeto foi apresentado no ano passado, que prevê dois complexos, com um total de 30 aerogeradores.
Entre as hidrelétricas, há três projetos para o Rio Tibagi, nos municípios de Tibagi e Telêmaco Borba, e um para o Rio Marrecas, em Prudentópolis. Dois desses já foram habilitados em um leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) neste ano, e deverão iniciar as obras nos próximos meses, em investimento que será financiado pelo BRDE – são os projetos particulares ‘Montante’, em Tibagi, e ‘Confluência’, em Prudentópolis, que totalizam R$ 347 milhões.
O outro projeto, da Usina Hidrelétrica Telêmaco Borba foi elaborado pelo Governo Federal, para ser construída no Rio Tibagi, no trecho compreendido entre os municípios de Tibagi e Telêmaco Borba, a cerca de três quilômetros da área urbana desta última cidade. Orçada em aproximadamente R$ 750 milhões, ela, que já passou por todo processo de licenciamento ambiental, participaria do leilão realizado no dia 30 de abril deste ano, mas a licença prévia não foi protocolada a tempo na Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Já a Usina Santa Branca deverá ser construída entre os municípios de Tibagi e Carambeí. Em processo de licenciamento, com os estudos de impacto ambiental já prontos, as audiências públicas necessárias serão realizadas nesta semana, no dia 19 em Carambeí (auditório da Câmara Municipal), e no dia 20 em Tibagi (Secretaria de Educação e Cultura), ambas às 19 horas.
Empresas investem em autossuficiência energética na região
O Secretário de Agricultura e Pecuária de Ponta Grossa, e presidente do Sindicato Rural, Gustavo Ribas Netto, destaca que a região tem grande potencial. “Usinas eólicas tem potencial muito bom na região; Ponta Grossa, inclusive, não foi contemplada pelo Parque Nacional. Mas há muitos projetos de PCH’s pequenas e as indústras de maior porte também caminham para a geração de energia”, diz. O Projeto Puma da Klabin será autossuficiente. Duas turbinas a vapor irão produzir 270 MW, sendo que 150 MW, serão disponibilizados no sistema elétrico brasileiro. “Como é retirada da biomassa residual do processamento da madeira na fábrica, a energia produzida pela Klabin será limpa, proveniente de fontes renováveis, sem queima de combustíveis fósseis”, diz Francisco Razzolini, diretor de Planejamento, Projetos e Tecnologia da Klabin.
Informações do Jornal da Manhã.





















