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Bancários do HSBC temem perder emprego com transação

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Fernando Rogala

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Os cerca de 60 funcionários do HSBC na Região dos Campos Gerais seguem inseguros em relação às negociações de venda da filial brasileira do banco, segundo o Sindicato dos Bancários da Região. De acordo com Gilberto Leite, presidente do sindicato, o histórico de transações não é favorável aos trabalhadores, e sempre gera demissões. Informações de mercado revelam que, na próxima semana, deverá haver o anúncio da aquisição da filial brasileira do HSBC.

“Os funcionários estão temerosos quanto à questão do emprego. Mesmo porque o histórico de fusões e aquisições de bancos não tem sido muito favorável em relação à manutenção do emprego”, diz Gilberto, lembrando o caso recente da transação Unibanco/Itaú. Ele recorda ainda que, quando o HSBC assumiu o Bamerindus, em 1.999, a rede tinha 1.240 agências, 4 mil postos de serviço e 28 mil empregados, sendo o terceiro maior banco do país. Hoje são apenas 900 agências, 1,7 mil postos de serviço e 21 mil funcionários.

Na região, há agências em Ponta Grossa (duas), Palmeira, Castro, Imbituva e Irati, onde trabalham cerca de 55 funcionários, sendo 35 em Ponta Grossa. Há, ainda, oito funcionários da financiadora ‘Losango’, que pertence ao grupo. “Temos a preocupação em Ponta Grossa e região porque há muitas agências sobrepostas de possíveis compradores do HSBC”. Atitudes vem sendo tomadas para minimizar os impactos, como audiências públicas na ALEP, reuniões com o HSBC, deputados, senadores, Ministro do Trabalho e Cade. “Assim que anunciar a venda, pretendemos, de imediato, abrir os canais de negociação com o futuro comprador para que vise, realmente, preservar essa questões”, completa.

Informações do Jornal da Manhã.

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