Massa salarial da região deverá atingir R$ 4,4 bilhões

A Região dos Campos Gerais concentra 5,64% de toda a massa salarial do Estado. Neste ano de 2015, o montante pago aos 219.193 trabalhadores com carteira assinada (até maio) nos 27 municípios da região totalizou uma média de R$ 367,1 milhões mensais. As informações estão no novo site do Ministério do Trabalho e Emprego, lançado neste mês, que cruza dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Sistema de Registro de Empresas de Trabalho Temporário (Sirett) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Com isso, a região apresenta uma média salarial per capita de R$ 1.675,28 por mês. A média salarial no Paraná é de R$ 2.034,60, enquanto no Brasil é de 2.169,34.
Ponta Grossa possui a maior massa salarial. Com 88.006 trabalhadores com carteira assinada, o município concentra 44% de toda a renda da região. A mais populosa cidade dos Campos Gerais ocupa a segunda posição no ranking dos municípios com maior média salarial por trabalhador, de R$ 1.854,30 per capita, perdendo apenas para Telêmaco Borba, cuja média mensal é de R$ 1.890,26. Entre as cidades mais populosas do Estado, Curitiba lidera, com uma média de R$ 2.854 mil por mês (alto valor que puxa para cima a média estadual), seguida por Londrina (R$ 1.959), Foz do Iguaçu (R$ 1.911), e Maringá (R$ 1.887). Ponta Grossa ganha apenas de Cascavel, onde a média mensal é de R$ 1.750. Os municípios da região com menor renda média mensal por trabalhador são Reserva (R$ 1.223), Imbaú (R$ 1.221) e Curiúva (R$ 1.184).
De acordo com Sandro Silva, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Paraná, o que determina a média salarial nos municípios são os setores mais representativos. Se uma região é caracterizada pela indústria e serviços, a média é mais elevada; enquanto que a região onde predomina o comércio, a média é baixa. “Na região dos Campos Gerais, o comércio é bastante representativo, e o setor de serviços corresponde a quase 30% dos salários. E dentro do setor de serviços há diferenças grandes: Há bancos com salários altos e outros setores, como hotel e o ramo de saúde, em que a média salarial é mais baixa”, explica.
O setor industrial na região é forte, mas de acordo com as características, os salários não são tão altos. “O setor da indústria na região representa quase 22% dos empregos. Dentro dela, o setor que mais emprega é o de alimentos e bebidas, que não tem uma média tão grande quanto outros setores, como da indústria mecânica, por exemplo. Por outro lado, a administração pública puxa a média para cima”, completa Silva.
Evolução de 438% - Ortigueira tem o maior crescimento salarial da região
O município que apresentou o maior crescimento na massa salarial na região foi Ortigueira. Com a obra da Klabin (projeto Puma, onde trabalham mais de 11 mil pessoas) em andamento, a massa salarial mais que quadruplicou desde o final de 2012, ao passar de R$ 2,51 milhões para 13,51 milhões. Somente de 2014 para maio de 2015 a evolução foi de 57%. “Com a obra gigante, o mercado está muito aquecido. E sem contar que tem trabalhadores com vários tipos de qualificação: esse tipo de obra requer um pessoal mais especializado, e o trabalhador não vai se deslocar de longe para ganhar pouco. Isso puxa a média para cima”, diz Sandro. Desde 2012, Castro registou a segunda maior valorização salarial, de 32%; em Ponta Grossa essa evolução foi de 19%. Por outro lado, Carambeí, Porto Amazonas e Curiúva registraram queda na massa salarial. Cabe destacar que a média de crescimento entre os municípios da região desde 2012 foi de 22%, acima das médias estadual (15,6%) e nacional (12,9%).
Informações do Jornal da Manhã.





















