Obras da Klabin garantem 14 mil postos de trabalho

Apesar de estar com mais da metade da obra concluída, a construção da fábrica da Klabin (Projeto Puma), em Ortigueira, na Região dos Campos Gerais, seguem gerando muitas vagas de emprego. De acordo com números do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada no Estado do Paraná (Sintrapav), atualmente são cerca de 12 mil pessoas trabalhando nas obras da fábrica e no entorno do Projeto Puma. Mas esse número ainda não é o limite: segundo projeção do sindicato, o pico deverá ocorrer em meados de agosto, quando aproximadamente de 14 mil pessoas deverão estar envolvidas com as obras. A Klabin projeta o início de operação para março de 2016.
“Esse número hoje é de 12 mil, mas pode aumentar e chegar a 14 mil. Isso confirma que a obra está avançando e, com isso, vai se contratando mais pessoas. Depois desse pico, que deve ser entre agosto e setembro, esse volume deve cair”, resume o diretor do sindicato, Raimundo Ribeiro Santos Filho – o Bahia. Segundo ele, esse número se refere a todos os trabalhadores envolvidos no entorno, seja no canteiro de obras ou fora. “Esse número é de todo complexo, dentro e fora, com os acessos feitos e mais a ferrovia; enfim, tudo que envolve o Projeto Puma”, completa.
Somente no trecho de 23 quilômetros de ferrovia, que será construído entre a fábrica e o ramal ‘Central do Paraná’, são 400 pessoas trabalhando. A previsão é de que, dentro de algumas semanas, esse número chegue a 600 trabalhadores. Para a ferrovia, atualmente está sendo realizada a parte da terraplanagem e a compactação, para posteriormente começar a colocação dos dormentes e a instalação dos trilhos. O trecho de acesso está quase finalizado.
Apesar do grande número de trabalhadores nas obras, a maior parte da mão de obra é local e regional. O diretor do sindicato afirma que, para os trabalhadores de outros municípios e regiões, há residenciais, com capacidade de hospedar cerca de 5 mil. “A mão de obra local está sendo muito valorizada”, conclui.
Obra requer mão de obra qualificada
De acordo com o líder sindical, a partir deste momento, pelo avançar das obras, há uma demanda por mão de obra especializada. “Como toda a parte de infraestrutura, terraplanagem e alicerce já foi feito, agora a mão de obra contratada é mais qualificada, como para a montagem da caldeira e da termoelétrica, para acabamentos, silos. Há muita gente envolvida na parte de montagem”, completa. Segundo ele, a mão de obra necessária atual, por ser especializada, vem de outros estados, podendo ser até mesmo funcionários da própria Klabin, transferidos de outras unidades.
Informações do Jornal da Manhã.





















