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Setor produtivo defende prorrogação de contratos de pedágios

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Fernando Rogala

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Com a intenção de dar continuidade ao Convênio de Delegação das rodovias da União que formam o Anel de Integração do Paraná, entidades de representação do setor produtivo (G7) se reunião hoje com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues. Ao ministro será entregue um ofício, já apresentado ao Governador Beto Richa, que defende a extensão da delegação dos 1.807 quilômetros de rodovias, para iniciar negociações com as empresas concessionárias. O principal objetivo é a realização de obras necessárias para a logística do Estado. O ofício ao ministro está assinado pela Faep, Fecomércio, Fetranspar, Faciap e ACP.

“O Paraná precisa com urgência que o Anel de Integração seja totalmente duplicado”, afirma o texto. A proposta se ajusta ao Programa de Investimentos em Logística lançado recentemente pelo Governo Federal, onde há a contrapartida da iniciativa privada. Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, é preciso que o governo paranaense obtenha um novo prazo de delegação para poder exigir um amplo programa de obras e também negociar a redução das tarifas de pedágio. Meneguette afirmou que se for preciso renovar as atuais concessões isto tem que ser considerado pelo Estado e pela União. “Não dá para ficar esperando mais sete anos, até o fim das atuais concessões, para tomarmos uma posição”, disse.

“O momento de discutir a delegação e as concessões é este”, reforçou o presidente da Federação dos Transportes do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli. Segundo o governador Beto Richa, é prioritário debater a redução das tarifas, que considera muito elevadas. “Vivemos um outro momento e é possível conciliar mais obras e diminuição dos preços do pedágio”, disse Richa.

O diretor regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, defende que se trata de uma atitude importante para o momento, que é bem distinto das delegações em 1996. “É uma visão de futuro, e por isso vão pedir prorrogação da delegação. A estrutura que temos hoje começa a carecer de ampliações. Hoje, os governantes entendem que uma das únicas alternativas, é chamar a inciativa privada, porque o governo não tem como fazer”, diz.

Prorrogação pode viabilizar ‘Arco’

A extensão da delegação pode ser uma forma de viabilizar o Contorno Norte de Ponta Grossa, segundo João Chiminazzo Neto. “Temos obras importantíssimas que podem ser realizadas, como a duplicação de Guarapuava a Cascavel e o próprio Contorno Norte de Ponta Grossa. Esse ‘arco’ não faz parte do contrato atual, tem que ser aditivado, e como tudo aditivado elevaria a tarifa, há essa possibilidade de prorrogação, para fazer mais obras e diminuir as tarifas”, explica o diretor da ABCR.

Informações do Jornal da Manhã.

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