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Região dos Campos Gerais cresce acima da média estadual

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Afonso Verner

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Destino de mais de R$ 12 bilhões em investimentos industriais desde 2011, a Região dos Campos Gerais se destaca na atração grandes empreendimentos da iniciativa privada. Mais do que simples cifras e números de empregos diretos, esses grandes investimentos estruturantes refletem em uma evolução regional a médio e longo prazo, através do desenvolvimento socioeconômico.

Esse progresso ocorre não apenas ao redor do investimento, mas em toda uma região, e até mesmo longe dela, como explica o presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, que considera os Campos Gerais como uma das regiões mais promissoras do estado para os próximos anos.

“Os Campos Gerais, que em valor recebe a maior cifra de investimentos é uma região que, em longo prazo, vai colher ganhos econômicos muito significativos. Diante desses investimentos espera-se que a região registre um crescimento superior à média do estado, não só pelas indústrias, mas por conta do agronegócio, que apresenta grande dinamismo há muito tempo”, diz Suzuki, em entrevista ao Jornal da Manhã. Para ele, os indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região devem apresentar um salto já na próxima divulgação, agendada para 2020.

O principal exemplo de desenvolvimento na região é o de Ortigueira. Escolhida pela Klabin, a gigante do papel iniciou, em 2013 no município, as obras do Projeto Puma, maior investimento privado da história do Paraná, de R$ 7,2 bilhões. Atualmente são cerca de nove mil trabalhadores no local da obra, sendo 58% dos trabalhadores de Ortigueira, Telêmaco Borba e Imbaú.

Em função dessas obras o número de trabalhadores formais mais que dobrou em 15 meses, ao passar de 3.023 no final de 2013 para 6.248 até em março deste ano. “Quando em funcionamento, não só a Klabin irá gerar renda. A cadeia da Klabin redunda também outros empreendimentos que serão atraídos por essa empresa ancora e terá efeito multiplicador sobre outras atividades. Além de fornecedores, e a geração por demandas de serviço, a área de florestas em outros municípios também podem ser desenvolvida, beneficiando o meio rural”, relata. Ele diz que haverá também um impacto em Paranaguá, onde a empresa construirá um terminal.

Na região, outros grandes investimentos também irão desenvolver outros setores, fomentando a cadeia de negócios. “Em Castro tem a Cargill; em Ponta Grossa a Paccar. São segmentos de alta tecnologia que não somente os Campos Gerais, mas que o estado está precisando, que pagam salários maiores que a media e acabam criando a demanda de mais trabalhadores mais qualificados, e por conta da renda maior, acabam alavancando a economia”, conclui Suzuki.

AGROINDÚSTRIA - Fábricas garantem renda no campo

Outros dois investimentos também trarão uma grande transformação no setor pecuário: a instalação da fábrica de lácteos da Tirol, em Ipiranga, e do frigorífico de aves, em Piraí do Sul. “A Tirol anunciou ali pelo desenvolvimento da agricultura familiar. Eles sabem que a região tem condição de fornecer matéria prima da pecuária; não se instalariam onde predominam grandes latifúndios. Isso abre opção de renda ao produtor e evita a migração do campo para a cidade, o que é muito positivo”, diz Suzuki. Já o investimento do frigorífico prevê a criação de 300 aviários na região. “Está comprovado que onde essa atividade se instala, ela muda a realidade socioeconômica do local, com benefícios como geração de emprego e renda”, disse o Secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, Norberto Ortigara.

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