Polícia culpa motorista por tragédia com ônibus em SC

A Polícia Civil de Santa Catarina terminou o inquérito que apurava a causa do acidente com um ônibus que saiu de União da Vitória, cidade na região dos Campos Gerais - a tragédia foi registrada no dia 14 de março e matou 51 pessoas, entre elas o condutor do veículo. Segundo informações do Diário Catarinense, o delegado Brasil Guarani, responsável pelas investigações, afirmou que se o motorista do ônibus Cérgio Antônio Costa estivesse vivo, ele responderia por homicídio culposo das 50 vítimas fatais do acidente.
As informações foram repassadas em uma coletiva de imprensa na manhã de hoje (14) transmitida ao vivo pelo Diário Catarinense. O delegado apresentou o inquérito que, segundo ele, é conclusivo e conta com cerca de 500 páginas. O inquérito apontaria Cérgio, dono da empresa responsável pelo ônibus e condutor do veículo, como principal culpado da tragédia - ele já respondia por outros crimes de trânsito.
Entre as irregularidades apontadas pelo inquérito policial, está a falta de cintos de segurança no ônibus, a superlotação do coletivo, problemas técnicos ignorados pelo motorista e também fato de Sérgio estar alcoolizado no momento do acidente - o laudo cadavérico apontou a ingestão de 1,49 miligramas de álcool no sangue do condutor.
A perícia também detectou que o ônibus bateu contra a barreira da pista a 90 KM/H e atingiu o barranco a mais de 120 KM/H segundo os peritos.
Passageiros insistiram pra continuar viagem
Segundo as investigações, quando o primeiro coletivo da empresa quebrou, Sérgio quis retornar ao local de origem, mas os próprios passageiros teriam insistido para que a viagem continuasse - a Polícia Civil chegou a ouvir o mecânico que fez a última revisão no veículo.





















