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Bloqueios não devem atingir os Campos Gerais

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Afonso Verner

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Diferentemente do que foi registrado na última quinta-feira em Irati e Guarapuava e ontem no sudoeste do Estado, os bloqueios em estradas dos Campos Gerais por parte da greve dos caminhoneiros não se concretizaram. A informação foi confirmada tanto pelo inspetor regional da Polícia Rodoviária Federal, Haroldo Rauch, quanto pelo presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas dos Campos Gerais (Sinditac-PG), Neori “Tigrão” Leobet.

De acordo com “Tigrão” essa situação está refletindo o pedido feito pelo próprio comando de greve. “Estamos orientando os motoristas para que permaneçam em casa e não nas estradas. Muitas vezes, nos bloqueios, acontecem situações de violência que mancham a imagem dos caminhoneiros. Queremos mostrar que o setor passa por crise e não estamos tendo condições dignas de trabalho”, relatou.

A segunda onda de protestos por parte da categoria foi deflagrada na última quinta-feira. Entre as reclamações estava a negativa do Governo Federal em implantar uma tabela de preço mínimo para o frete dos caminhoneiros autônomos. Além do Paraná, aderiram ao movimento o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso.

A estimativa é de que a tabela de frete mínimo aumentaria em torno de 30% o valor do frete praticado hoje. Transportadores alegam que esse valor é necessário para cobrir os gastos com o transporte e protegê-los de oscilações do mercado que, segundo eles, costumam repassar a baixa lucratividade no preço do frete. O governo defende a ideia de que atendeu às reivindicações da categoria, principalmente com a “Lei dos Caminhoneiros”, que já está em vigor e também na manutenção da tabela referencial de custo de frete.

TABELA DE FRETE - Governo reabre discussão

A ANTT publicou ontem em Diário Oficial da União a Resolução nº 4.681, que regulamenta os procedimentos que deverão ser seguidos na definição da tabela de referência do frete do serviço de transporte rodoviário remunerado de cargas por conta de terceiros. Cabe à Agência a realização de estudos aplicados às definições de tarifas, levando em conta os custos e os benefícios econômicos. A norma define ainda a realização de uma audiência pública.

As informações são do Jornal da Manhã

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