Cooperativas ABC geram 2,6 mil empregos na região

As cooperativas Batavo, Castrolanda e Capal, representam uma grande força econômica na região dos Campos Gerais. Figurando nos rankings entre as 700 maiores empresas do Brasil, e entre as 50 maiores empresas do agronegócio da Região Sul do país, geram milhares de empregos diretos e indiretos, e geram o desenvolvimento dos municípios onde estão presentes. Juntas, as cooperativas da aliança ‘ABC’ possuem mais de 2,6 empregados diretos, 3.516 cooperados e movimentaram, com a venda de produtos e serviços, mais de R$ 4,3 bilhões em 2014. No ano passado, marcado por diversos investimentos individuais e através do intercooperativismo, todas elas apresentaram crescimento, seja no faturamento, no número de associados e funcionários.
Frans Borg, Diretor Presidente da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial, afirma que a soma do poder das cooperativas traz benefícios a todos, gerando uma capacidade maior de investimento. Os riscos são divididos e há uma maior segurança para continuar investindo. “Temos a consciência de que o mercado, em geral, tem uma tendência a concentração, e um produtor se junta a outro para forma cooperativa para se defender nesse sentido, juntar as forças e não se concorrer. A somatória disso, dá um giro na região que a gente nem imagina. Gera emprego, e não só na indústria, mas também nas propriedades, nas próprias cooperativas; é o efeito bola de neve. Isso se traduz, hoje, o que representa os Campos Gerais em produção”, declara Borg. Isso tudo, segundo ele, dá confiança ao cooperado, para investir em sua propriedade e, com a tecnologia, eleva sua produtividade e gera mais lucro.
O Superintendente da Capal Cooperativa Agroindustrial, Adilson Roberto Fuga, lembra que as cooperativas realizam grande movimentação de commodities, sendo uma grande reguladora de preços. “É um modelo de negócio diferente, que trabalha buscando resultados positivos, sem visar lucro, sem explorar, mas buscando as melhores condições para o quadro de associados, produzindo o máximo. É uma filosofia diferente de negócios e isso é muito bem aceito e que tem histórico competitivo de longa data”, diz.
Para o presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), e prefeito de Carambeí, Osmar Blum, as cooperativas foram essenciais para o desenvolvimento dos municípios da região. Ele cita o exemplo de gestão, tendo em vista a grande expansão desse sistema nos últimos 10 anos. “Um grande benefício é que fixa o homem no campo, combate o êxodo rural. Se não tivessem as cooperativas para dar essa segurança, a maioria dos associados, que são médios e pequenos produtores, não teria condições de ter permanecido. E isso sem falar que cada chácara tem 3 ou 4 funcionários. E tem outra parte: quanto mais se produz e comercializa produtos, parte disso retorna em impostos”. diz.
Investimentos serão reavaliados
Tendo em vista o cenário de instabilidade econômica no país, as cooperativas irão reavaliar os investimentos. Projetos já iniciados serão concluídos, e outros necessários, como de infraestrutura, serão executados. A Castrolanda por questão de segurança, afirmou que deverá retardar alguns investimentos. No caso da Batavo, alguns investimentos serão concluídos neste ano. “Estamos melhorando a infraestrutura do entreposto de Ponta Grossa, reformando o pátio interno, instalando novos silos e colocando nova balança, em investimento de R$ 20 milhões. Vamos inaugurar uma UBS (Unidade de Sementes) em Tibagi e estamos abrindo um entreposto em Paraíso do Norte, em Tocantins. O investimento é perto de R$ 20 milhões”, declara Johannes van der Meer , Diretor secretário, da Batavo Cooperativa Agroindustrial. A expansão para o Tocantins se deve ao fato do estado ter grande potencial para os grãos com a redução de fazendas de gado. A Capal também irá segurar investimentos, mas Fuga destaca a meta para 2015: atingir o faturamento de R$ 1 bilhão.
Industrialização impulsiona evolução
O crescimento das cooperativas está relacionado aos investimentos industriais realizados a partir do final da década passada. Foi uma forma de agregar valor aos produtos dos cooperados. As cooperativas, antigamente, tinham indústrias, mas se desfizeram, no passado, por não ser tão rentável à época. “Vender para indústria não dava segurança a produtores. Decidimos reiniciar e foi positivo: saímos de indústrias antigas no meio urbano, e hoje temos indústrias modernas, competitivas”, relata Borg.
Informações do Jornal da Manhã.





















