Famílias de Arapoti e Boa Vista da Aparecida têm novas casas

A Páscoa será especial para 52 famílias de Arapoti, nos Campos Gerais, e 60 de Boa Vista da Aparecida, no Oeste do Paraná. Nesta quinta-feira (2) elas receberam as chaves da casa própria entregues por representantes da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e dos municípios, parceiros no programa Minha Casa, Minha Vida, que também conta com a participação do governo federal.
O Residencial Jardim das Crianças, em Arapoti, recebeu investimentos conjuntos das três esferas de governo no valor de R$ 1,8 milhão, com a participação da Caixa Econômica Federal como agente financeiro. São moradias de 35 m², 40 m² e 47 m². O tamanho varia de acordo com a renda familiar, bem como o valor das prestações.
Na entrega, o presidente da Cohapar, Abelardo Lupion, parabenizou as famílias pela conquista e ressaltou a importância de se preservar o patrimônio. “Essas moradias foram construídas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, um dinheiro do trabalhador que agora retorna na forma da casa própria. Por isso, é importante dar valor à conquista, um patrimônio que as famílias vão deixar para os seus filhos”, afirmou Lupion.
O presidente da Cohapar também falou sobre as perspectivas para o setor da habitação popular em Arapoti. Além destas 52 unidades, serão entregues mais 40 casas nos próximos meses. “Vamos realizar o sonho de muitas outras famílias de Arapoti neste importante esforço conjunto do poder público.”
Para o prefeito de Arapoti, Braz Rizzi, o momento é de felicidade para as famílias, mas também para os gestores públicos. “Ficamos felizes pelo resultado das obras. São moradias bonitas e de qualidade que, com certeza, darão mais dignidade para essas famílias”, declarou.
Segundo o prefeito, o município continua trabalhando para reduzir a demanda por moradias. “Já reservamos uma grande área para a construção de um novo residencial e estamos negociando com o Governo do Estado e o governo federal para que possamos ampliar ainda mais esse benefício”, concluiu Rizzi.
Felicidade
Michele de Melo, 25 anos, dona de casa, morava com o marido e dois filhos na casa de parentes, porque o valor do aluguel ficou muito alto. “Mas nunca desisti de ter a minha casa, o lugar que vai ser da minha família para sempre”, disse Michele.
Para ela, a maior alegria é ver a empolgação da filha com a nova moradia. “A Rayane está com nove anos e já sabe dar valor às nossas conquistas. Ela foi a primeira a arrumar a mudança dela, uma caixa com todos os brinquedos e mal pode esperar pela primeira noite na nossa casa”, contou Michele.
O casal Vanessa Francisco, 26 anos, dona de casa, e Daniel das Neves, 32 anos, pedreiro, mora com dois filhos em uma casa alugada de três cômodos. O imóvel não tem forro e o teto é muito baixo, o que deixa a casa muito quente. “No verão dava até um desânimo voltar para casa depois de um dia de trabalho”, disse Neves, que já tem planos para a vida nova. “Para começar vamos fazer um muro para dar mais segurança às crianças e, depois, uma horta”, completou. “Mas o melhor de tudo é que vamos nos livrar da água da chuva que entrava em casa. Era muito ruim e queremos deixar tudo isso para trás”, afirmou Vanessa.
Novas casas na cidade e no campo em Boa Vista da Aparecida
Em Boa Vista da Aparecida foram entregues 30 moradias urbanas e outras 30 rurais. As unidades atendem famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. Elas não pagarão nada pelas casas.
Já os imóveis do campo foram destinados ao atendimento de pequenos agricultores rurais, cuja renda bruta anual não ultrapasse R$ 15 mil. Com os subsídios governamentais, os produtores pagarão quatro parcelas anuais de R$ 285 pelo novo lar.
Somadas, as moradias representam R$ 1,7 milhão em recursos para o município. O volume de investimentos foi citado pelo prefeito de Boa Vista da Aparecida, Wolnei Navaris, que agradeceu o apoio do governador Beto Richa nos projetos habitacionais. “Esse empreendimento só aconteceu porque pudemos contar com o importante suporte do governador e de toda a equipe da Cohapar de Cascavel”, declarou Navaris.
Uma das famílias rurais beneficiadas no município foi a de Joares de Jesus e Adriana Deldibra, que viviam na mesma casa há dez anos, desde que se casaram. A situação era precária, com goteiras, piso cedendo e a falta de espaço.
Segundo Joares, o casal tentou melhorar as condições de vida, mas a renda proveniente da lavoura sempre foi insuficiente para reformar ou construir uma nova moradia. “Queremos fazer a mudança o quanto antes. Daqui pra frente eu tenho certeza que as coisas só vão melhorar”, disse Adriana.
Informações da AEN.





















