Projetos de R$ 9,25 bilhões terão início neste mês
<b style="font-family: "Titillium Lt"; color: rgb(0, 0, 0);">Projetos serão executados pela Klabin (R$ 9,1 bi), em Ortigueira, e pela Tirol (R$ 150 mi), em Ipiranga</b>

Projetos serão executados pela Klabin (R$ 9,1 bi), em Ortigueira, e pela Tirol (R$ 150 mi), em Ipiranga
Para este mês de julho está previsto o início de duas obras de projetos industriais com potencial transformador na região dos Campos Gerais, com reflexos nas comunidades onde serão inseridas. Somando os dois aportes, serão mais de R$ 9,25 bilhões aplicados, os maiores aportes industriais das respectivas cidades: o da Tirol, em Ipiranga, que receberá um aporte de R$ 150 milhões; e o da Klabin, em Ortigueira, para a Fase II da Unidade Puma, que receberá um investimento de R$ 9,1 bilhões.
No caso da Tirol, a previsão é de que a conclusão da primeira fase de investimentos leve um ano e meio, com a previsão de inauguração para o início de 2021. Como a assessoria de imprensa da empresa revelou na semana passada, o cronograma está mantido, com as obras previstas para começarem já no início deste mês, já que as negociações com a construtora estavam em fase final. A previsão é de que 160 vagas de emprego diretas sejam geradas já de início, em um empreendimento com 33 mil m² de área construída, que terá capacidade inicial de processar 600 mil litros de leite por dia. As obras ocorrem em um terreno já terraplanado localizado às margens da BR-373, ao lado da rotatória de acesso ao município de Ipiranga, próximo ao rio Tibagi.
Já a Klabin iniciar, conforme o cronograma, as obras do maior investimento privado da história do Paraná, maior, inclusive que a primeira fase do Projeto Puma, concluído em 2016, que recebeu um aporte na casa dos R$ 8,5 bilhões. A segunda fase será implementada no período de quatro anos, em duas etapas, para a fabricação de papeis para embalagens (kraftliner), com produção de celulose integrada. Conforme o cronograma da empresa, a primeira fase de implantação será de 24 meses, ou seja, deverá ser concluída em julho de 2021. Pelo fato de que a maior parte dos equipamentos será instalada na primeira etapa do projeto, dois terços do desembolso, ou seja, R$ 6 bilhões, serão aplicados nestes dois anos vindouros. A outra fase começa logo na sequência, e levará outros 24 meses.
A geração de emprego é grande destaque nesse projeto durante a fase da construção. A diretoria de Projetos da empresa explicou que a construção vai movimentar 11 mil postos de trabalho na região. Nem todas as vagas serão exatamente geradas, mas parte delas será aproveitada. Contudo, haverá a necessidade da contratação de mão de obra especializada. Não há exatamente, ainda, o número de vagas que serão intermediadas pelas agências de trabalhador da região. A perspectiva é de que postos de trabalho sejam oferecidas inclusive por Ponta Grossa. A licença de instalação já foi concedida pelos órgãos competentes.
Obra irá gerar R$ 1 bi em impostos
Conforme a Klabin, dos R$ 9,1 bilhões aplicados, R$ 8,1 bilhões são investidos exclusivamente na expansão, seja na construção, maquinário e infraestrutura; e o restante, cerca de R$ 1 bilhão, será gasto em impostos. O empreendimento tem potencial de geração de ICMS incremental no Estado do Paraná de até R$ 200 milhões por ano, favorecendo o desenvolvimento das comunidades locais. Além disso, haverá impacto positivo na região em função da geração de impostos e negócios, benfeitorias socioambientais e desenvolvimento de infraestrutura. Segundo a Klabin, o valor inicial gasto com os impostos (R$ 1 bilhão) será reembolsável.





















