Região bate recorde na produtividade de grãos

Março começa e, com ele, tem início a colheita da safra de soja na região. Enquanto a do milho já avança em mais da metade, com 60% da área plantada colhida (cerca de 60 mil hectares já colhidos), a da soja avança com o tipo ‘precoce’, com cerca de 8% já retirado do campo, e tem início a safra ‘normal’. De acordo com informações repassadas pelo núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral) em Ponta Grossa, há ótimas perspectivas de produção, e que, na maioria das áreas, o rendimento está superior do registrado nas safras anteriores, com a projeção de produtividade recorde.
“Essa safra promete rendimento médio de 3,8 mil quilos por hectare, mas tem propriedade colhendo 4, até 5 mil quilos. É um rendimento muito bom, acima das safras anteriores, nunca se chegou a esse valor”, afirma José Roberto Tosato, engenheiro agrônomo do Deral. De acordo com as projeções do Deral, apesar de um crescimento de 3% na área plantada, a produção deve crescer 28% e atingir 2,04 milhões de toneladas, com um rendimento passando de 3.067 para 3.823, em crescimento de 25% – que evidencia a região com o melhor rendimento médio do Estado. Já a produtividade do milho cresceu 14%, passando de 8,7 para 10 mil quilos por hectare, atingindo quase 1 milhão de toneladas.
O produtor rural Edilson Gorte comemora os resultados, relatando que isso se deve ao clima favorável. “Estamos colhendo o milho há uma semana e a soja foi iniciada na quinta passada. Fomos bem abençoados com sol e chuva, um pouco de mais, mas sem prejudicar. Não tivemos incidência de lagarta ou fungos”, relata. Em sua propriedade, por exemplo, segundo o que apontava a máquina, a produção estava 28% superior à registrada na safra passada.
O também produtor rural Richard Dijkstra também relata uma produtividade positiva, mas diz que a rentabilidade caiu, já que os custos de produção aumentaram e o preço caiu (nesta época, em 2014, o preço da saca era R$ 65,50 e agora é R$ 60,50). “Como não sabemos como será o mercado daqui para frente, se a safrinha do milho for cheia, tende a cair. Devemos comercializar um pouco a gora e segurar para depois, para ter um preço médio. Com o preço de produção tem como brincar. Se tiver uma margem, pode até especular”, diz.
Mercado restrito gera transtornos
De acordo com José Roberto Tosato, os produtores de batata da região estão tendo problemas com a comercialização dos produtos. Apesar dos contratos prévios, a baixa atividade do mercado tem reduzido a compra de batata do tipo ‘chips’, e, com isso, a demanda está menor. “Há um sério problema. As batatas pra fritura, de variedade diferente, não estão tendo demanda, e as indústrias não estão comprando. Mesmo com contratos, está dando problemas, isso atrasa a retirada do campo e os produtores ficam penalizados, porque perde a qualidade. Algumas até não serão colhidas”, relata.
Informações do Jornal da Manhã.





















