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Balança comercial tem superávit de R$ 230 milhões

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Fernando Rogala

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Ao contrário do ano passado, quando Ponta Grossa registrou um déficit de US$ 5,6 milhões na balança comercial de janeiro, o município fecha o primeiro mês de 2015 no azul. Ao representar a maior fatia das exportações e importações dos Campos Gerais, Ponta Grossa, que apresentou um crescimento de 177% nas exportações, auxiliou a elevar o saldo da balança comercial da região em mais de três vezes, saltando de US$ 23,98 milhões para US$ 80,13 milhões. No Brasil, as exportações caíram 14,5%.

Além de Ponta Grossa, que apresentou saldo de US$ 44,5 milhões, destacou-se o município de Telêmaco Borba, com saldo de US$ 31,1 milhões. Outra cidade que apresentou uma evolução em relação ao ano passado foi Piraí do Sul, cujo saldo fechou positivo em US$ 3,6 milhões, ante o déficit de US$ 10,5 milhões em 2014. Destaque, também para as importações de Ortigueira que, em janeiro, cresceram em função da fábrica da Klabin: se, em janeiro de 2014, nenhuma importação ou exportação foi registrada, em janeiro deste, US$ 5,1 milhões em produtos foram recebidos do exterior, principalmente peças – como reservatórios de aço com capacidade maior que 300 litros.

Em Ponta Grossa, embora as importações tenham crescido 18,8%, a grande elevação nas exportações, que totalizaram US$ 89,8 milhões, elevaram a balança comercial do município para um saldo positivo de US$ 44,5 milhões. Tais números colocam Ponta Grossa na terceira colocação do estado nas exportações e no saldo da balança comercial, apenas atrás de Paranaguá e Maringá. No país, Ponta Grossa ocupa a 34ª posição no ranking das exportações e a 35º no saldo da balança comercial.

Para Adriana Fabrini Diniz, professora do curso de Administração – Comércio Exterior da UEPG, esse crescimento na cidade é reflexo da industrialização, tendo em vista o aumento de 230% na exportação de bens intermediários. “Ao olhar esse aumento nas exportações, nota-se que é reflexo das indústrias que abriram e estão exportando insumos industriais para outras indústrias de outros países utilizarem como matéria prima. Isso é muito bom, porque são bens semiacabados”, explica.

Soja e derivados são os produtos mais exportados da região

Entre os principais produtos exportados estão os derivados da soja (que representam mais de 50% das exportações de Ponta Grossa), papel e cartão, açucares, milho e trigo. Em relação aos países que mais compraram produtos da região, destaca-se o Irã, para onde foram destinadas mais de US$ 28 milhões das exportações de Ponta Grossa. “Para o Irã foram exportados tortas e outros resíduos sólidos extraídos do óleo de soja e milho. É interessante porque mostra que Ponta Grossa está entrando em outros países, aproveitando muitas oportunidades. Na segunda colocação aparece a Rússia devido à carne” diz Adriana. Segundo ela, as exportações à China serão retomadas com o início da safra.

Balança comercial da região

Exportações: US$ 147,4 mi

Importações: US$ 67,3 mi

Saldo: US$ 80,1 mi

Crescimento das exportações*: 68,7%

Crescimento do saldo*: 234%

*em relação a janeiro de 2014

Cidades com maior superávit:

Ponta Grossa: US$ 44,5 mi

Telêmaco Borba: US$ 31,1 mi

Jaguariaíva: US$ 5,67 mi

Piraí do Sul: US$ 3,63 mi

Sengés: US$ 2,93 mi

Informações do Jornal da Manhã.

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