Saúde apura vacinação ineficaz em 150 crianças em Ipiranga

A Secretaria de Saúde de Ipiranga, na região dos Campos Gerais, precisará refazer a vacinação de um grupo de aproximadamente 150 crianças que receberam a dose errada da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), no final do ano passado. Um funcionário do município teria se equivocado no momento da diluição das doses, fazendo com que ficassem fracas demais, e sem o efeito desejado de imunização. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde (SESA), que não informa o número preciso de crianças vítimas do erro, mas confirma que o problema realmente existe.
O fato teria ocorrido no final do ano passado, mas somente agora a informação veio à tona. A própria assessoria de imprensa da SESA precisou entrar em contato com a Secretaria de Saúde de Ipiranga, a pedido do Jornal da Manhã, para ter detalhes do assunto. Nos próximos dias, o Município deverá apresentar e divulgar uma lista com os nomes das crianças, para que uma nova vacina seja administrada.
O promotor de Justiça de Ipiranga, Leandro Ataídes, chegou a solicitar, formalmente, à Secretaria Municipal de Saúde e à 3ª Regional de Saúde, informações sobre a possível irregularidade na aplicação das vacinas. O assunto chegou até ele a partir de uma denúncia anônima, realizada em dezembro, mas até ontem ele não havia recebido qualquer detalhamento a respeito do tema, que era desconhecido até mesmo entre profissionais do setor de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde.
O JM entrou em contato com a coordenação do setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Ipiranga, mas foi informado de que, até o momento, só havia boatos sobre o assunto. A secretária municipal de Saúde, Solange Dalzotto Scheifer, não foi localizada para comentar o caso.
Promotor já havia pedido detalhes para o Município
Segundo o promotor Leandro Ataídes, ele já havia pedido informações sobre o tema junto à Secretaria Municipal de Saúde, no final de 2014. No entanto, nenhuma resposta havia chegado até o momento. “Isso me leva a crer que não foi tomada nenhuma providência. Por isso, instaurei procedimento fiscalizatório e determinei, por ofício, que a Secretaria Municipal de Saúde me encaminhe o relatório nominal das crianças que teriam recebido dose inferior, e determinei que a 3ª Regional seja formalmente cientificada”, diz.
Informações do Jornal da Manhã.





















