Atividade industrial tem crescimento real de 43%
Evolução regional contrasta com o cenário estadual, onde houve uma redução de 1,9%, já descontada a inflação do período analisado, de 2010 a 2017

Evolução regional contrasta com o cenário estadual, onde houve uma redução de 1,9%, já descontada a inflação do período analisado, de 2010 a 2017
Um estudo divulgado nesta semana mostrou a pujança industrial dos municípios da região dos Campos Gerais frente ao Estado do Paraná. No período compreendido entre 2010 e 2017, o setor apresentou um crescimento de 43,2% junto aos 19 municípios abrangidos na regional. O detalhado levantamento mostra a evolução real do Valor Adicionado da Indústria (VAI), ou seja, o valor gerado em riquezas, já descontada a inflação do período. A mesma métrica aplicada ao Paraná mostra um cenário distinto: mesmo com o maior programa de industrialização do Estado, o Paraná Competitivo, que impulsionou mais de R$ 40 bilhões em investimentos industriais, a crise econômica dos últimos anos derrubou crescimento real, mostrando uma retração de 1,9%.
Em números, no ano passado, o Valor Adicionado da Indústria atingiu R$ 7,81 bilhões em 2017. Se aplicado o índice deflator, mostra que a soma dessas riquezas em 2010 era o equivalente a R$ 5,45 bilhões, o que evidencia essa diferença na casa de 43%. Por outro lado, o VAI paranaense do ano retrasado somou R$ 72,79 bilhões, enquanto que em 2010 o valor registrado, já descontada a inflação equivalia a R$ 74,23 bilhões. Todo o trabalho de pesquisa foi feita pela professora Augusta Pelinski Raiher, doutora em Economia, revelado no Boletim ‘Industrialização dos Campos Gerais no período 2010-2017’, através do Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (Nerepp) da UEPG.
Augusta atrelou o desenvolvimento regional diretamente ao programa já mencionado, o Paraná Competitivo. A alta potencializou o incremento na participação da produção industrial paranaense. “Isso evidencia uma dinâmica industrial diferenciada para a região, a qual vem ganhando maior espaço dentro da produção secundária do Estado. Com efeito, em 2010 os Campos Gerais respondia por 7,4% do total do VAI do Paraná e em 2017 passou para 10,7%”, disse a profissional, que ainda ressaltou a relevância da produção industrial para um município e região como um todo. “A industrialização é o motor do crescimento econômico. A sua indução promove encadeamentos que geram externalidades para a economia”, destaca.
Como observou Augusta, entre os 19 municípios, apenas seis não conseguiram um crescimento real do VAI entre 2010 e 2017: Arapoti (-20.6%), Carambeí (-3,3%), Curiúva (-32%), Porto Amazonas (-53,9%), Tibagi (-4,6%) e Ventania (-58,8%). O crescimento dos outros municípios como um todo dispersou a participação majoritária de Ponta Grossa na região, cuja participação caiu de 51% para 40%. “Ponta Grossa teve um crescimento de 12% da sua industrialização entre 2010 e 2017, então, não foi o seu dinamismo que retraiu sua participação no total do VAI mas sim o ganho significativo que outros municípios tiveram, como por exemplo, Ortigueira que passou de 0,5% de participação na formação do VAI para 13,8%”, esclareceu.

Municípios sobem posições e são destaque estadual
Ponta Grossa manteve o grande destaque, como o município com o maior parque industrial do interior do Estado, ocupando a quinta posição em 2017, colocação mantida em relação a 2010. À frente de Ponta Grossa estão apenas Curitiba, São José dos Pinhais, Araucária (onde há refinaria da Petrobras) e Foz do Iguaçu (onde o valor é impulsionado pela Usina de Itaipu, que não é uma indústria da transformação).
Como a maior parte dos municípios (13) cresceu a sua participação em termos reais na formação do produto industrial paranaense, os municípios ganharem destaque no ranking estadual, escalando posições. Entre elas, destaque para Telêmaco Borba (de 8º para 7º), Jaguariaíva (29º para 28º), Castro (47º para 25º) e Ortigueira (163º para 11º).





















