Obras do Projeto Puma já empregam 8,5 mil pessoas

A Klabin, uma das maiores empresas do setor de papel do país, avança com a construção do Projeto Puma, fábrica de celulose que está sendo construída em Ortigueira, na Região dos Campos Gerais. Desde o começo das obras de terraplanagem, iniciadas no primeiro trimestre de 2013, quase 40% do projeto está pronto, e a previsão para o início de produção é para março de 2016. Atualmente, mais de 8 mil pessoas trabalham no canteiro de obras. O investimento da empresa é de R$ 7,2 bilhões, e é apontado como o maior da história do Paraná realizado por uma empresa privada.
De acordo com o último relatório realizado pela empresa, referente a dezembro, 38,5% do projeto já foi concluído. Para isso, já foram desembolsados mais de R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 990 milhões em 2013 e R$ 2,47 bilhões no ano passado. Para este ano, a previsão é ainda maior: a aplicação de R$ 3,4 bilhões. Do investimento total no projeto, 60% se refere a equipamentos, sendo apenas 14% de maquinários importados, e os outros 40% são referentes a gastos com engenharia, construção civil e outros serviços. A empresa informa que, atualmente, o Projeto Puma está com a terraplenagem concluída, com avanços na construção civil (60% realizada) e no início da montagem mecânica em várias áreas que integram o parque industrial.
Para que fosse possível o avanço durante o ano, houve um crescimento no número de trabalhadores no segundo semestre. A quantidade de profissionais no canteiro de obras mais que triplicou no período de seis meses, ao passar de 2.572 em junho para 8.466 em dezembro. Até o último mês do ano passado, 75% dos trabalhadores do Projeto Puma eram procedentes do estado do Paraná, sendo 48% dos municípios do entorno (Ortigueira, Imbaú e Telêmaco Borba).
A construção da nova fábrica também está incentivando a disponibilização de diversos cursos de capacitação para a população. Até agora, 946 alunos se formaram em cursos oferecidos pelo Pronatec, por exemplo.
Empresa irá duplicar produção
A fábrica na região irá produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose, sendo 1,1 milhão de fibra curta e 400 mil toneladas de fibra longa, convertidas em ‘fluff’ (material absorvente bastante utilizado em fraldas descartáveis) Quando em funcionamento o Projeto Puma será capaz de dobrar a produção total da empresa registrada no ano passado, passando de 1,8 milhão toneladas de produtos em 2014 para 3,5 milhões toneladas em 2016.
Informações do Jornal da Manhã.





















