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PIB da região mantém-se em alta desde 2010

Enquanto o Brasil e o Paraná tiveram anos com retração, entre 2010 e 2016 a região teve alta no PIB todos os anos

Implantação do Projeto Puma fez com que o PIB de Ortigueira mais que triplicasse
Implantação do Projeto Puma fez com que o PIB de Ortigueira mais que triplicasse -

Fernando Rogala

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Enquanto o Brasil e o Paraná tiveram anos com retração, entre 2010 e 2016 a região teve alta no PIB todos os anos


A economia brasileira entrou em recessão em 2014. Diversos estados brasileiros sofreram com a retração do Produto Interno Bruto (PIB), mas não foi o caso da região. Um estudo, realizado pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas da UEPG, mostrou que Campos Gerais não apresentou, em nenhum ano, decréscimo da sua economia, ao passo que o Paraná como um todo oscilou bastante, apresentando em 2014 e 2016, resultados negativos no PIB. Em seus piores anos, 2014 e 2015, a região apresentou um crescimento na casa de 1%, enquanto que o Paraná chegou a atingir uma retração na casa dos 3% em 2014.

“A diferença é que o Estado reduziu sua economia, enquanto que os Campos Gerais apenas reduziu seu ritmo de crescimento, prosseguindo, mesmo que numa magnitude menor, com incrementos reais do seu PIB”, relatou a professora Augusta Pelinski Raiher, doutora em economia, responsável pelo estudo. “Isso demonstra uma estrutura produtiva diferenciada para a região, que não sofreu tanto com a crise econômica, com tendência de um processo acelerado do crescimento econômico já a partir de 2015”, completou. 

Entre os setores de maior destaque, o estudo aponta para a indústria, que cresceu 7,7% entre 2010 e 2016 (período analisado pela pesquisa), ante a elevação de apenas 0,51% em âmbito estadual. O setor de serviços, que retraiu 3,8% no estado permaneceu estável na região e a agropecuária, que teve um crescimento de 9% no Paraná, teve uma aceleração de 7% na região. “O dinamismo da região, especialmente do setor industrial, associado a um setor agropecuário forte, foram fundamentais para que a região tivesse um crescimento expressivo da sua economia”, completou Augusta.

Ponta Grossa é o município com maior participação na dinâmica econômica dos Campos Gerais, com a geração de 44% das riquezas produzidas nas 19 cidades analisadas, e cresceu 22,9%, em números reais, no período. Palmeira foi o município com a segunda maior taxa real de crescimento entre 2010 e 2016, de 45,3%, atrás apenas de Ortigueira, que cresceu 212%, fruto do investimento da Klabin, confirmado através do Programa Paraná Competitivo. Mas nem todas as cidades seguiram a tendência, e três delas tiveram queda real no PIB entre 2010 e 2016: Ivaí (-9,3%), Porto Amazonas (-2%) e Ventania (-1,1%). O crescimento regional real dos Campos Gerais foi de 27%.

Riquezas cresceram R$ 882 mi desde 2010

Como observa Augusta, ao analisar o PIB antes da crise, em 2013, com números reais, e comparando-o com o obtido em 2016, os municípios dos Campos Gerais elevaram sua geração de riqueza, em termos reais, em mais de R$ 882 milhões. Por outro lado, também descontada a inflação, o Paraná diminuiu o Produto Interno Bruto em mais de R$ 10 bilhões. O resultado disso foi uma ampliação da participação do PIB regional no estadual, elevada de 6,6% em 2010 para 7,4% em 2016. “A região está ganhando cada vez mais espaço dentro da dinâmica econômica do Paraná, se tornando uma região relevante para o crescimento estadual”, reforça a economista.

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