Justiça considera ilegal greve no transporte de Teixeira
Motoristas do transporte escolar pediram reajuste salarial de 38%. Decisão liminar obriga grevistas a retomarem postos de trabalho.

Motoristas do transporte escolar pediram reajuste salarial de 38%. Decisão liminar obriga grevistas a retomarem postos de trabalho.
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) considerou ilegal a greve dos motoristas do transporte escolar de Teixeira Soares, deflagrada na última quarta-feira (28). A decisão tomada em caráter liminar obriga que os trabalhadores retornem aos postos de trabalho e que a Prefeitura desconte na folha salarial as horas de paralisação. O despacho da justiça ainda obriga o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teixeira Soares (Sintex’s), representante dos grevistas, a pagar uma multa de R$ 50 mil caso os trabalhadores não retornem às atividades, além de outros R$ 5 mil por dia paralisado.
Com a decisão, os servidores retornaram ao trabalho na quinta-feira (29), garantindo as condições aos estudantes que utilizam o transporte público. O pedido do grevistas é um reajuste de 38% na folha salarial, que alegam defasagem no benefício. O prefeito de Teixeira Soares, Lucinei ‘Lula’ Thomaz (PSB) afirmou que o acréscimo no salário dos motoristas do transporte escolar não pode ser acatado de forma exclusiva à classe.
“Se der aumento para o motoristas, tenho que acrescer em 38% o salário de todos os servidores municipais. Os trabalhadores e a população precisam entender que temos que cumprir a lei que impede que os gastos com pessoal sejam maiores que 51,5% do orçamento do município. A greve foi declarada ilegal porque não tem como a prefeitura assinar esse reajuste”, afirmou o prefeito.
Além da solicitação principal, o funcionalismo ainda pediu o pagamento de horas extras. Lula Thomaz explicou que o município trabalha com um banco de horas que pode ser compensado durante o período de um ano – e que geralmente são utilizados no momento de férias e recessos escolares. “O que tiver que ser pago dentro da lei, será pago. Todos clamam para que a coisa pública seja transparente, e é o que eu estou fazendo. Apesar de tomar algumas medidas impopulares, estou garantindo a ordem”, garantiu Thomaz.





















