Balança comercial da região atinge superavit de R$ 2,4 bi
No acumulado entre janeiro e setembro, as exportações superaram a marca de R$ 4 bilhões nos Campos Gerais

No acumulado entre janeiro e setembro, as exportações superaram a marca de R$ 4 bilhões nos Campos Gerais
exportação de produtos por parte dos municípios da região dos Campos Gerais atingiu a marca de R$ 4 bilhões em setembro. As informações foram reveladas em um estudo publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (NEREPP) da UEPG, nesta quinta-feira (25). Conforme o boletim, a soma de todos os valores exportados pelos 19 municípios entre janeiro e setembro deste ano atingiu US$ 1,01 bilhão - o que corresponde a exatos R$ 4,07 bilhões, se convertido com base no dólar cotado a R$ 4,037 no último dia de setembro. Se feita a subtração das importações (US$ 415 milhões, ou R$ 1,68 bilhão), a balança comercial da região dos Campos Gerais apresentou superavit de US$ 595 milhões, ou seja, R$ 2,42 bilhões.
O levantamento abordou 19 municípios, dois quais, em 18 deles, houve participação no comércio internacional, seja por meio de exportações ou de importações - a única exceção foi o município de Imbaú. O documento mostra também que a região foi responsável por 8,4% e 4,5% das exportações e importações do Estado do Paraná, respectivamente. “Os dados revelam que o comércio internacional é extremamente concentrado em alguns municípios e isso já era esperado devido a diferença de tamanho [população] dos mesmos e das suas estruturas produtivas”, explica o pesquisador Alex Sander Souza do Carmo, professor adjunto do Curso de Economia da UEPG e integrante do Núcleo.
Ponta Grossa foi a cidade que mais exportou, com uma participação de 39,90% do total regional, seguida por Ortigueira (20,25%) e Telêmaco Borba (17,17%). De forma conjunta, os três municípios representam 77,32% do que foi exportado no período de janeiro a setembro de 2018. “Nesse aspecto, é necessário ressaltar a importância de Ortigueira na região após a instalação da planta industrial da Klabin no município. Já do ponto de vista das importações, a concentração ainda é maior, tendo em vista que apenas o município de Ponta Grossa representa 81,25% das importações da região”, conta o professor.
O documento revela que dos 16 municípios exportadores da região, quatro deles (Curiúva, Porto Amazonas, Reserva e Ventania) concentram as exportações em uma única categoria do Sistema Harmonizado. Por outro lado, os municípios de Ponta Grossa e Palmeira são aqueles que apresentam a pauta de exportação mais diversificada, tendo em vista que a principal categoria exportada pelos municípios representa apenas 21,83% e 28,63%, respectivamente. Seis municípios concentram as suas exportações na categoria ‘madeira, carvão vegetal e obras de madeira’ e outros quatro na categoria ‘papel e cartão; obras de pasta de celulose, de papel ou de cartão’. Segundo Alex Sander Souza do Carmo, isso se deve a presença de importantes empresas do setor na região, como a Arauco e a Klabin.
Exportações de PG tiveram retração de R$ 3 bilhões
O documento também traz uma análise mais detalhada das exportações de Ponta Grossa e revela que as principais categorias que sofreram quedas nas exportações, no comparativo de janeiro/setembro dos anos de 2017 e 2018, foram aquelas vinculadas com o complexo soja. Ela e outras duas categorias sofreram uma redução de US$ 749 milhões (R$ 3 bilhões) em relação ao mesmo período (janeiro/setembro) de 2017 na cidade. “Estudos posteriores devem investigar de forma mais detalhada quais foram os principais motivos que levaram a essa redução nas exportações do município de Ponta Grossa”, sinaliza. No total regional, as exportações caíram quase pela metade, na casa de 45,8%, já que o valor, em produtos enviados ao exterior, somava R$ 1,86 bilhão (R$ 7,5 bilhões) até setembro do ano passado.





















