Flávio Arns defende investimentos em questões sociais
Candidato ao Senado milita por instituições do Terceiro Setor e também aposta no fim da corrupção para corrigir a política brasileira.

Candidato ao Senado milita por instituições do Terceiro Setor e também aposta no fim da corrupção para corrigir a política brasileira.
Buscando um vaga no Senado, Flávio Arns garantiu uma luta digna em Brasília pelos direitos do Terceiro Setor em entrevista ao Jornal da Manhã e Portal aRede. Com a experiência de já ter ocupado cargos no Executivo e também no Legislativo – inclusive no Senado Federal – Arns acredita que a corrupção é um dos maiores problemas do país na atualidade e vê no diálogo a saída para um bom mandato político.
Jornal da Manhã: O que motiva o senhor a concorrer a uma vaga ao Senado?
Flávio Arns: Acredito que a política é uma forma e um instrumento para a construção de um mundo melhor. O próprio papa disse que temos a obrigação de participar da política, pois é o instrumento mais forte para a construção do bem comum. O cenário ruim atual é dos políticos, das pessoas que ocupam a política. Costumo dizer que isso não é política, é caso de polícia. E nestes casos, as pessoas têm que ser investigadas, as coisas levantadas, que todos paguem por aquilo que fizeram. Assim a política se torna um instrumento de apoio à sociedade.
JM: Em 2002 o senhor foi considerado o ‘azarão’ das eleições, desbancando o então candidato Paulo Pimentel. Vendo as últimas pesquisas e o atual cenário político, é possível surpreender novamente?
Arns: Eu tenho sido extremamente bem recebido em todos os locais onde vou. As pessoas estão animadas, felizes e contentes, querendo participar e se sentem representadas, com confiança. E isso em todos os setores da sociedade, seja na Educação, no Terceiro Setor, nas igrejas, na área econômica... Então temos uma perspectiva muito boa e as pessoas estão querendo fazer parte deste nosso grande projeto.
JM: Existe um confronto de ideias entre os candidatos no Paraná a respeito da atuação no Senado. Alguns dizem que é necessário atender às demandas do Estado, enquanto outros acreditam que a função do senador tem que ser pensada olhando para o cenário nacional. Qual a opinião do senhor sobre o assunto?
Arns: O papel do senador, de acordo com a Constituição, é representar o Estado do Paraná no Congresso Nacional. Sendo assim, temos que obrigatoriamente olhar três contextos. O primeiro é o povo do Paraná. Se você olhar as riquezas do Paraná, as APAEs e coirmãs, percebe que elas têm que ser vistas com muito cuidado, assim como a Pastoral da Criança, entidades terapêuticas, de apoio ao idoso, crianças, adolescentes e toda a comunidade, seja com ou sem fins lucrativos... É muito importante o desenvolvimento e precisam de atenção. Outra questão é olhar para o Estado e articular política públicas a favor dele. E aqui falo em questões como agricultura, comércio, infraestrutura e outros que precisam estar muito sincronizadas com o que o Estado exige. Outro ponto importante é falar com prefeitos. Vamos revisar o pacto federativo, que é uma das maiores demandas de vereadores e prefeitos. Queremos dialogar com todos.
JM: O senhor tem um histórico muito forte de militância pelas causas sociais. O que o eleitorado pode esperar do senhor neste sentido?
Arns: Temos de fato uma militância muito forte nessa área social e da pessoa com deficiência, até por ter um filho com deficiência e estar engajado nisso a vida toda. Fui presidente das APAEs do Paraná e do Brasil e sinto uma necessidade de lutar por direitos humanos, com apoio às famílias. As pessoas podem tem certeza que isso será uma prioridade do meu trabalho. Participei muito e ainda participo de ações com entidades do Terceiro Setor, procurando atender todas muito bem. Todas essas entidades são uma riqueza que o país possui e não se dá o devido valor. Na área da Educação, que também é uma área social, tenho um grande trabalho. Fui secretário [de Estado da Educação] até 2014, e tivemos uma relação muito boa com professores e escolas. É importante lembrar que essa área social tem que estar relacionada com a área econômica, para gerar emprego, renda, e até mesmo impostos para investir inclusive na própria área social.
JM: Já é de conhecimento público a opinião do senhor sobre as reformas discutidas em Brasília. De que forma o senhor pretende trabalhar para evitar que os brasileiros percam direitos e sejam beneficiados com essas mudanças?
Arns: A gente tem que pensar que a natureza de um mandato tem que ser o diálogo e a construção de soluções junto à sociedade. Não pode ser a opinião de um senador que vai prevalecer. Sou da área da Educação e da pessoa com deficiência. Qualquer mudança neste sentido, vou discutir com o setor. O papel do senador é ser um grande interlocutor da sociedade, conversando com ela para saber se o que é votado em Brasília reflete naquilo que ela pensa ou não. A respeito das reformas, acredito que não se pode ter pressa de ser votada, como aconteceu com a trabalhista. Sabemos que a reforma é fundamental, que temos que aprimorar as leis, mas não podemos fazer isso rapidamente só para que o governo deixe uma marca para a sociedade. Não tem o menor cabimento algumas questões propostas e votadas. É uma perda de direitos.
JM: O que os eleitores dos Campos Gerais podem esperar do senhor caso chegue ao Senado?
Arns: Em primeiro lugar, temos um respeito muito grande pelos Campos Gerais. Estive muitas vezes na região e se sei que é uma área que o setor econômico é muito intenso e necessita de apoio, seja na agricultura, junto às cooperativas, o comércio... e podem ter absoluta certeza de que vamos nos articular de uma maneira próxima. Com prefeitos e vereadores, vamos nos empenhar muito e resolver a questão do pacto federativo. Os prefeitos reclamam muito das operações que chegam no município sem os devidos recursos. É no município que as coisas acontecem e onde as pessoas vivem. Na área social, a Educação é prioridade absoluta. Outra bandeira importante é o combate à corrupção. É fundamental. Assinei junto à procuradoria um documento com medidas de combate à corrupção porque acredito que o Brasil tem condições de crescer somente com o dinheiro que foi desviado. E isso afeta diretamente a região dos Campos Gerais, porque acaba não sobrando dinheiro para investir no que realmente precisa.
O quê? Flávio Arns
Sobrinho de Zilda Arns, Flávio sempre militou na luta por direitos das pessoas com deficiência e em toda a área social. Já foi deputado federal, senador, vice-governador e secretário de Estado da Educação, até o ano de 2014. Atualmente, não cumpre nenhum mandato político.





















