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Arrecadação federal cresce 10,5% e se aproxima de R$ 2,5 bi

Indicadores mostram que o lucro das empresas da região cresceram, potencializando investimentos

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Fernando Rogala

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Por mais um mês consecutivo a arrecadação de tributos federais teve alta na região dos Campos Gerais. No mês de julho, o valor obtido foi de R$ 371,5 milhões em tributos fazendários e previdenciários, 10,4% maior que o registrado em julho de 2017, quando a arrecadação alcançou o montante de R$ 336,4 milhões. O resultado foi alcançado mesmo em um mês que poderia ficar negativo, já que reflete aos valores incidentes sobre a movimentação do mês de junho – a greve acabou no último dia de maio e houve um período de recuperação até a produção ser retomada em 100%. Em valores reais, descontada a inflação, a alta foi de 5,7%.

Diante desse cenário, os números foram positivos, explica o delegado da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, Gustavo Horn. “Tivemos, em junho uma recuperação da economia por conta da greve dos caminhoneiros, que influenciou na arrecadação de julho. Surpreendeu um pouco, porque grandes recolhedores foram afetados, e mesmo assim, conseguimos esse resultado positivo”, esclarece.

Um dos pontos mais positivos observados por Horn ao analisar os números foi ver que a arrecadação dos tributos que indicam o lucro cresceu, mostrando que essa lucratividade está maior. Isso é um incentivo para aquecer a economia. “O Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido foi um grande diferencial, que cresceram cerca de 20% em números nominais. Se a empresa não está lucrando, ela não investe. Mas se está lucrando e tem perspectiva de lucrar ainda mais, vai contratando, aumenta a produção e aumenta a economia”. 

Entre os tributos e contribuições, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi o único que teve queda na comparação com o mesmo mês de julho de 2017, ao cair de R$ 20,9 milhões para R$ 19,7 milhões. Esse panorama não é negativo para Ponta Grossa, explica Horn, pelas características da cidade, de ter muitas empresas que exportam. “Nossas indústrias trabalham muito com exportação, que não tem recolhimento de IPI. Elas ficam até com crédito de IPI ao comprarem insumos industrializados, e quando vendem não pagam o imposto. Já tivemos um mês, por exemplo, com arrecadação negativa de IPI”, explica.

Arrecadação nacional cresce 7,7%

O valor acumulado nesses sete meses junto aos 62 municípios da regional se aproxima dos R$ 2,5 bilhões, somando exatos R$ 2,47 bi. No ano passado, nesse mesmo período, o valor obtido foi de R$ 2,23 bilhões, o que representa um crescimento na casa de 10,5% neste ano. No Brasil, no período acumulado de janeiro e julho de 2018, a arrecadação alcançou o valor de R$ 843,870 bilhões, o que representa uma alta real de 7,74% na comparação com o ano passado. Somente em julho a arrecadação atingiu o valor de R$ 129,615 bilhões, registrando crescimento real de 12,83% em relação a julho de 2017

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