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Receita Federal apreende R$ 10 mi em contrabando

Entre os produtos apreendidos, R$ 7,5 milhões se referem aos cigarros importados de forma irregular

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Fernando Rogala

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Mais de R$ 10 milhões em produtos contrabandeados foram captados em municípios dos Campos Gerais. Balanço revelado pela delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa mostra que entre janeiro e julho, foram apreendidos exatos R$ 10,37 milhões nos sete meses. O montante é muito parecido com o registrado no mesmo período de 2017, quando foram pegos R$ 10,46 milhões. Essas apreensões ocorreram tanto nas cidades, em ações, quanto em rodovias, com fiscalizações. 

Neste ano, contudo, observou-se uma mudança na tendência dos contrabandos. Se no ano passado foram quase 90% das apreensões em cigarros, neste eles corresponderam a pouco menos de 75%. Foram 7,5 milhões em produtos do tabaco e outros R$ 2,8 milhões em diversos, o dobro do acumulado no ano anterior (R$ 1,4 milhão). “A primeira justificativa para isso é a ‘crise’; a economia estava pior em 2017. Com a crise, quem traz mercadoria, traz as mais fáceis de revender. Já no caso de CD, eletrônicos, telefones, só compra se houver conveniência, então é uma decisão mais pensada”, explica o delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Gustavo Horn. 

Para a redução no valor apreendido, o delegado acredita que é resultado das ações conjuntas, que estão coibindo o contrabando. “A Receita tem feito parceria com outras instituições, como Exército, polícias”, completa. Dessa forma, as apreensões ocorrem em maior quantidade nas rodovias, enquanto que em número de operações, ocorrem mais na cidade, onde há um maior número de estabelecimentos. Nas cidades, contudo, é um processo mais lento, já que há a apresentação da nota fiscal e a conferência dos produtos, se correspondem. 

Entre os produtos mais apreendidos, depois dos cigarros, se destacam com maior valor agregado os automóveis que eram utilizados para o transporte desses produtos. Logo depois se destacam os eletrônicos e produtos de vestuário. Dentre os eletrônicos, há mais apreensão de celulares e tablets. “Tem um pouco de artigos informática, mas diminuiu bastante, porque a nova geração não é adepta de computadores”, relata. 

Os produtos apreendidos são armazenados para, posteriormente, terem dois destinos: a destruição ou a destinação. Já os veículos apreendidos, em sua maior parte, são leiloados, para obtenção de recursos – os que não são leiloados são destinados. A destruição ocorre com produtos como cigarros, enquanto que os demais, em sua maioria, são entregues para instituições públicas ou então doados para instituições beneficentes. 

Delegacia destina mais de R$ 2 mi em produtos desde 2017

Desde janeiro, a Receita Federal fez a destinação de R$ 828 mil reais em produtos para a administração pública. Em todo o ano passado foram doados quase R$ 1 milhão em produtos para entidades beneficentes (que os utilizam tanto em benefício próprio ou então comercializam, para obter retorno financeiro), e outros R$ 253 mil para órgãos da administração pública. Como mudou o perfil das apreensões, neste ano o valor dos produtos destinados deverá superar o registrado no ano passado. “Quanto aos cigarros eles são destruídos, normalmente em Foz do Iguaçu”, completa Horn.

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