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Ministério detecta fraudes em cidades da região

No total, são mais de 260 benefícios do Seguro-Desemprego foram identificados com fraude pelo Ministério do Trabalho na região dos Campos Gerais, totalizando R$1,7 milhões bloqueados

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Fernando Rogala

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Mais de R$ 1,7 milhão em seguro-desemprego foram bloqueados em municípios da região dos Campos Gerais, pelo Sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego (Antifraude) do Ministério do Trabalho. No total, são mais de 260 benefícios identificados na região com algum tipo de irregularidade, valor que corresponde cerca de 45% do total identificado no Estado do Paraná (586). Detectadas entre dezembro de 2016 e abril de 2018, as fraudes bloqueadas chegaram a R$ 3,5 milhões. 

Entre todos os municípios paranaenses, a maioria dos casos foi registrada em Castro, com 245 benefícios irregulares bloqueadas, totalizando um valor de R$ 1,6 milhão. Da região dos Campos Gerais também foram identificadas fraudes em Ponta Grossa (R$ 103,1 mil em 18 benefícios), Reserva, Teixeira Soares, Tibagi e Telêmaco Borba – essas últimas quatro com um caso, cada. Assim, são 267 problemas localizados nos Campos Gerais.

No Ranking paranaense, depois de Castro, destacaram-se Mariluz, com 101 casos e fraudes de R$ 498 mil; Foz do Iguaçu, que teve 40 requerimentos bloqueados, chegando a quase R$ 215 mil; Curitiba, que em 20 fraudes bloqueadas atingiu R$ 130,7 mil; e Piraquara, com 15 bloqueios e cerca de R$ 113 mil. Todas as fraudes no Paraná foram na modalidade Emprego Formal. “Esses recursos são importantes e devem ser utilizados apenas para atender os trabalhadores em momentos de desemprego. A fiscalização do Ministério do Trabalho conseguiu impedir a ação de criminosos, com o uso de tecnologia de ponta”, afirmou o ministro do Trabalho, Helton Yomura.

Especificamente em Ponta Grossa, esses 18 casos foram identificados em meio a 18.013 benefícios liberados durante esse período. Ou seja, corresponde a 0,09% do total, ou uma fraude para cada mil emissões – praticamente uma por mês. John Elvis Ramalho, diretor da Agência do Trabalhador, onde os funcionários dão a entrada ao benefício, se disse perplexo com a situação. “Nós contamos com a boa fé das pessoas. Mas os nossos funcionários são bem treinados, experientes, e é difícil de passar a perna, porque há os documentos e são muitos papéis, e o sistema detecta. Além do mais só lançamos, aqui só dá a entrada, e é a Caixa que libera”, diz. 

John acredita que pode ser um grupo especializado que tenha feito isso na cidade. “As pessoas vão de outro lugar e depois vêm dar entrada aqui. Ao dar entrada em dois lugares ao mesmo tempo o sistema, às vezes, não tem como verificar”, explica, afirmando que os colaboradores da Agência estarão mais espertos do que nunca. 

Brasil

Em todo o Brasil, o sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego (Antifraude) implantado pelo Ministério do Trabalho (MTb) em dezembro de 2016 já proporcionou uma economia de quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos até abril de 2018. Com quase 62 mil requerimentos bloqueados nesse período, o Antifraude chega perto de R$ 313,7 milhões em fraudes bloqueadas em todo o Brasil. “Esses recursos seriam levados por quadrilhas organizadas que, ao longo do tempo, fraudaram e roubaram o dinheiro dos cofres públicos, mas agora elas estão sendo identificadas e interceptadas, com o uso da tecnologia de ponta”, afirma o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura.

Implantado no âmbito da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE), o sistema Antifraude é uma solução avançada de análise, que utiliza tecnologia de ponta para colher dados, informações e conhecimentos, subsidiando o processo de detecção de indícios de fraudes, conluios e riscos associados à gestão de recursos do Seguro-Desemprego, em todas as suas modalidades – Emprego Formal, Doméstico, Pescador e Bolsa Qualificação.

O secretário-executivo do MTb, Leonardo Arantes, explica que esta solução também inclui funcionalidades e recursos tecnológicos para auxiliar e alavancar as atividades de controle quando há manipulação, análise e tratamento de grandes volumes de dados. “Assim, construímos no Ministério do Trabalho uma Arquitetura de Informação, tipo Big Data, para combate à fraude”, diz Arantes.

Economia nacional

A economia total, no montante exato de R$ 965.589.391,00 até agora, inclui a soma de R$ 313.695.406,00 em fraudes já bloqueadas e R$ 651.893.985,00 em ilícitos previstos. Desde a criação do sistema, o Ministério do Trabalho, em conjunto com a Polícia Federal, já deflagrou cinco operações de combate a fraudes no Seguro-Desemprego, que resultaram em 31 prisões.

Com informações da assessoria de imprensa

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