Campos Gerais terá três distritos industriais regionais
Projetos deverão ser sediados nos municípios de Tibagi, Jaguariaíva e entre Irati e Fernandes Pinheiro. Intenção é ter dez no Paraná

A Região dos Campos Gerais deverá contar com três distritos industriais regionais. Desenvolvido pela Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda da Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto prevê o desenvolvimento dos espaços em Tibagi, Jaguariaíva e entre Irati e Fernandes Pinheiro. Com a intenção de ampliar a distribuição de renda dos municípios, os espaços terão a infraestrutura do Estado e o ICMS será dividido, ficando em 50% com o município sede e o restante com os municípios do entorno, em um raio de 50 quilômetros. A intenção é de construir dez distritos industriais regionais no Paraná, com o lançamento do projeto previsto para até o final desse primeiro semestre.
Marcio Pauliki, deputado estadual que preside essa comissão da ALEP, afirma que o projeto ainda não foi lançado porque aguarda o trâmite de outra lei, a que rege os Distritos Industriais, a qual Pauliki é o autor. A intenção é evitar o que aconteceu em Ortigueira, com o Projeto Puma, da Klabin, em que a cidade não está repassando o ICMS para os municípios de entorno, como foi combinado, porque a cidade poderia enfrentar problemas com o limite prudencial, de 25% para a educação e 15% para a saúde. “A nossa lei diz respeito à redistribuição de ICMS no Estado, para que o Estado faça a divisão e ter a autonomia para passar direto, e não a cidade”, afirma. “A lei está indo para a CCJ, passando pelas comissões. Queremos ter a certeza de lançar o Distrito depois dessa lei”, completa.
O primeiro Distrito Industrial anunciado, o dos ‘Campos Gerais’, será em Tibagi, que ficará com 50% do ICMS e o restante dividido para outras cinco cidades, entre elas Ipiranga, Piraí do Sul e Reserva. Outros dois estão acertados, previstos para Jaguariaíva (o do Norte Pioneiro, que beneficiaria cidades como Arapoti, Wenceslau Braz) e em um terreno entre Irati e Fernandes Pinheiro, o do Centro-Sul, beneficiando nove municípios do entorno. “Os convênios estão formatados. Os terrenos seriam cedidos junto ao Estado em forma de comodato”, completa Pauliki. Junto a eles, há o desenvolvimento de parcerias com o ‘Sistema S’, para levar qualificação e possibilitar a geração de emprego nos municípios do entorno.
Diversas indústrias já demonstram interesse no projeto
De acordo com Pauliki, há diversas indústrias interessadas no projeto. Entre elas, chinesas, das quais representantes estiveram nos Campos Gerais, no ano passado, e demonstraram interesse de investir no Estado. “A negociação ocorre por meio da Agência Paraná de Desenvolvimento”, diz Pauliki. Além disso, ele revela que a meta é colocar linha de financiamento junto ao Fomento Paraná, para que as cidades possam contratar o Programa Municipal de Atração de Investimentos.





















