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Arrecadação soma R$ 419 mi e atinge valor histórico

Valor obtido junto aos 61 municípios da regional foi o maior da história para janeiro e pela primeira vez passa dos R$ 400 milhões em um único mês

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Fernando Rogala

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O primeiro indicador, que dá indícios sobre a atividade econômica, se mostrou favorável no mês de janeiro na região dos Campos Gerais. O crescimento na arrecadação de impostos federais, tais como Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), revelam a continuidade do crescimento industrial e da economia regional em 2018. Balanço da Receita Federal, divulgada nessa segunda-feira (26), aponta que o valor em tributos federais obtidos em janeiro deste ano atingiu R$ 419,43 milhões em janeiro, um recorde para o primeiro mês do ano, e o maior valor nominal da história para um único mês. 

Descontada a inflação, o montante só não foi maior que o recorde histórico, registrado em dezembro de 2013, quando o valor acumulado atingiu R$ 336,1 milhões – desde então o IPCA atingiu 30%. Na comparação com janeiro de 2017, quando o valor obtido foi de R$ 377,89 milhões, houve um crescimento de R$ 41,5 milhões, o que representa um crescimento nominal de 9,9%. Descontada a inflação no período, de 2,85%, o aumento real foi de 7,91% nos valores arrecadados. A delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa ressalta que é a primeira vez que a arrecadação ultrapassa a cifra dos R$ 400 milhões para um mês

Contudo esse valor poderia ser ainda maior, conforme explica o delegado da Receita Federal na região, Gustavo Horn. “Era um crescimento esperado, mas a perspectiva era de ainda mais, mas uma empresa teve um recolhimento abaixo do imaginado. Mas estamos entrando em contato e solicitando mais informações. Para grandes contribuintes fazemos um acompanhamento muito de perto; vamos estar em cima, inclusive, se houver outros débitos para recolher”, acrescenta. O valor em questão é estimado em R$ 20 milhões, o que faria com que a arrecadação fosse elevada para a casa dos R$ 440 milhões, o que representaria um crescimento nominal na casa dos 16% e real acima de 13%. Se atingido, seria o valor mais alto da história, mesmo corrigida a inflação, ultrapassando dezembro de 2013.

Além dos crescimentos nos vários tributos fazendários, os previdenciários tiveram uma evolução de 13,4%. Isso reflete não só o crescimento do número de empregados na região. “Tivemos também o julgamento da contribuição previdenciária sobre a produção rural”, recorda Horn. Entre os itens que compõem a arrecadação, destaque para o IRRF, com alta de 35%; Cofins, de 17,4% e IPI, de 10,2%. 

Para concluir, sobre o valor total obtido, o delegado relata que não se trata de um início de crescimento, mas uma continuidade da retomada observada desde o início de 2017 e que os indicadores seguem evoluindo.

Valor deve ultrapassar R$ 4 bilhões

Com o resultado de janeiro, as perspectivas são bastante promissoras de arrecadação na região, acredita Gustavo Horn. “Devemos ter vários meses com resultados positivos em relação aos mesmos meses no ano anterior. A perspectiva é bastante favorável”, adianta. Com isso, ele afirma que a marca dos R$ 4 bilhões em arrecadação deve ser ultrapassada, contando com o valor obtido em todos os 61 munícios de abrangência da delegacia regional. “Se não atrapalhar nada, essa é a perspectiva. Mas é quase certeza, pois esses R$ 40 milhões de crescimento desse ano já nos fariam atingir isso. Então é a tendência, temos a avaliação positiva e vamos aguardar para ver se isso se concretiza”, conclui.

No Brasil

A arrecadação federal no Brasil, por sua vez, teve o melhor resultado para janeiro nos últimos quatro anos. O governo arrecadou R$ 155,619 bilhões em janeiro, alta de 10,12% em relação ao mesmo mês do ano passado, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nestes números nacionais, além da recuperação econômica, destaque para os valores obtidos através da renegociação de dívidas ocorrida no fim do ano passado e em vigor este ano (PERT).

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