Arrecadação federal atinge R$ 3,96 bi na região | aRede
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Arrecadação federal atinge R$ 3,96 bi na região

Crescimento na arrecadação regional em relação a 2016 foi de 11,7%. Índice está acima das médias estadual e nacional

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Fernando Rogala

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Quase R$ 4 bilhões. Esse foi o valor arrecadado, no período de um ano, em tributos federais, pela delegacia regional da Receita Federal do Brasil, sediada em Ponta Grossa, nos 61 municípios de atuação. Foram exatos R$ 3,96 bilhões obtidos no acumulado de 2017, entre janeiro e dezembro. Impulsionado pelo crescimento da atividade econômica regional, esse valor cresceu 11,7% em relação aos R$ 3,55 bilhões registrados no decorrer de 2016. Considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses (o IPCA, que somou 2,95%), verifica-se que houve aumento real de 8,36% nos valores arrecadados na região.

Os números da regional foram melhores que a média nacional (alta real de 0,59%) e da estadual, cujo crescimento nominal foi de 5,67%, já considerando a nona região fiscal, que também engloba Santa Catarina. Entre as delegacias paranaenses, foi a que teve o maior crescimento, à frente de Londrina e Cascavel, que aparecem na segunda colocação, com incremento de 9,5%; e também acima de Maringá, Foz e Curitiba – nesta última, aliás, que teve uma redução de 6,47%.

Em uma análise de forma geral, o delegado-adjunto da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, Demetrius Soares, atribui a alta real a uma série de ações, como os parcelamentos especiais ofertados em 2017, como para empresas, para prefeituras e produtores rurais. Porém, no caso da regional de Ponta Grossa destoar das demais, ele atribui às características regionais. “Pontualmente não teve nenhum pagamento atípico de algum segmento ou contribuinte, então o que explica esse desempenho melhor da nossa região em relação ao Brasil, por exemplo, é o próprio momento econômico vivido na nossa região em Ponta Grossa, que testemunha a retomada e o desenvolvimento da economia”, alega. O incremento no número de empregados na cidade (mais de mil novos postos em 2017, segundo números do Ministério do Trabalho) também contribuiu para esse resultado. 

Em uma análise mensal, O crescimento na arrecadação no mês de dezembro foi de 11,5%, em números nominais. Isso é reflexo de uma série de fatores na economia, lembra Demetrius Soares. “Isso foi influenciado pelo crescimento da produção industrial, de 3,2% no Paraná; no crescimento da massa salarial de 6,9% no Brasil, que refletiu na arrecadação previdenciária; e o aumento de 9,4% nas vendas de bens e serviços”, diz.

Tributos fazendários crescem 14,5% e superam os R$ 2 bi

A arrecadação é composta por tributos fazendários e previdenciários. Em 2017, a arrecadação fazendária cresceu 14,5%, atingiu 2,02 bilhões, e superou a previdenciária, que cresceu 8,9%, para R$ 1,94 bilhão. Entre os itens que compõem esses tributos, destaque em crescimento para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), que passou de R$ 350 milhões para R$ 412 milhões, o que representa uma alta de 17,8%; e a Cofins, com alta de 14,4% ao subir de R$ 421,1 milhões para R$ 483 milhões. “São tributos que incidem sobre o lucro e sobre o faturamento das empresas. Então o aumento decorre devido à retomada da atividade econômica”, alega. Do total dessa arrecadação fazendária, 41% foi obtida em Ponta Grossa, 15% em Guarapuava e 6% em Irati.

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