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Escândalo na Câmara revela desvio de R$ 270 mil

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Afonso Verner

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Um desvio de verbas da Câmara Municipal de Palmeira, cidade na região dos Campos Gerais, deu início a uma crise política no município. Giseli Gremski Vida, diretora financeira da Casa, foi presa na última sexta-feira (05) e, em depoimento ontem (09), disse que o presidente da Câmara, Fabiano Cassanta (PR), tinha conhecimento do esquema - o vereador nega e diz que estará a disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

De acordo com as investigações do Ministério Público, Giseli desviou dinheiro da conta do Poder Legislativo - a suspeita confessa o desvio, mas afirma que o Fabiano Cassanta, presidente da Casa, sabia do esquema e colaborou com os desvios. O dinheiro desviado do Legislativo foi depositado em várias contas - Giseli afirma que as contas bancárias pertencem a Cassanta, o parlamentar nega as acusações.

No total, até o momento o valor desviado já chega a R$ 270 mil. Segundo Cassanta, as denúncias que revelaram o esquema foram feitas por ele próprio e que a sua ligação com os desvios ó está sendo cogitada como "retaliação política".

Gerente do banco percebeu irregularidades

O suposto desvio veio a tona depois que o gerente da Caixa Econômica Federal, banco que gere as contas dos funcionários da Câmara Municipal, percebeu diferenças exorbitantes nos pagamentos mensais dos servidores e também depósitos e repasses a contas não identificadas.

O gerente entrou em contato com os vereadores da Câmara e então um processo administrativo foi instaurado.

Giseli diz que denúncias foram motivadas por "afastamento médico"

Em depoimento ao Ministério Público, Gisele afirmou que em abril de 2013 foi diagnosticada como portadora de uma psicose maníaco-depressiva, também conhecida como transtorno afetivo-bipolar. A suspeita contou que as denúncias da Câmara contra ela aconteceram depois que a servidora foi obrigada a tirar uma licença médica prolongada.

Presidente descarta denúncias

De acordo com o presidente da Casa, Fabiano Cassanta, as declarações são infundadas e serão comprovadas pelos extratos das folhas de pagamento emitidos pela Caixa, como também, pelos pagamentos efetuados pela servidora com recursos da Câmara, de despesas particulares
que também aparecem nas demonstrações financeiras e foram confirmadas, em depoimento para a Comissão de Sindicância, pelos proprietários das empresas, entre outras irregularidades.

“Os documentos e depoimentos levantados pela Comissão de Sindicância da Casa apontam que a servidora agiu sozinha, pois foi a únicabeneficiada com os desvios. Mesmo assim, com muita tranquilidade, estarei à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento.”, conta Cassanta.

Com informações da assessoria de imprensa da Câmara e do jornal aFolha.

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