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Obras de Complexo Avícola deverão ter início em 2018

Com a construção de nova unidade em Itararé, projeto da GHM terá a capacidade de produção duplicada

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Fernando Rogala

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projeto do complexo avícola, que será construído no município de Jaguariaíva, na região dos Campos Gerais, será mantido como inicialmente idealizado e dobrado, com um novo aporte em outro estado. Ao contrário de uma onda de boatos que circulam em Jaguariaíva, embora o projeto da General Mediterranean Holding (GMH) seja expandido para o município de Itararé, em São Paulo, todas as cinco estruturas serão construídas nos Campos Gerais: o frigorífico, a fábrica de ração, incubatório, recria e matrizeiro. Em Itararé, como uma expansão do projeto, serão construídos um frigorífico, incubatório e fábrica de ração. As informações foram reveladas nesta quinta-feira pelo empresário e engenheiro civil Luiz Paulo Rover, responsável pela parte técnica do projeto, em entrevista ao Portal aRede e ao Jornal da Manhã..

Rover lembrou que quando anunciado em Jaguariaíva, há pouco mais de um ano, o projeto previa o abate de até 400 mil aves por dia. Essa capacidade de produção está mantida, informa o empresário, e será dobrada com o novo aporte. “Hoje pensamos em iniciar com 200 mil aves por dia em Jaguariaíva, para, em cinco anos, chegar em 500 mil. E começar também com 200 mil em itararé, para chegar a 400 mil. O mundo está caminhando muito rápido e acreditamos em um mercado para vender um milhão de cabeças por dia”, revela o engenheiro e empresário. Segundo ele lembra, o principal foco da produção é o mercado externo, com a exportação para o Oriente Médio e a Europa. 

A opção por um novo investimento em Itararé ocorreu pela mobilização das lideranças do município. Segundo Rover, embora o projeto tenha sido desenvolvido em Jaguariaíva, em Itararé houve uma grande agilidade na captação de produtores integrados, ou seja, aqueles que irão fornecer a matéria prima para o abate. Como um projeto federal impede o trânsito de animais vivos de um estado para o outro (São Paulo para o Paraná), houve a necessidade da construção de uma planta no estado vizinho. “Já são cerca de duzentos produtores interessados em Itararé”, ressaltou, lembrando que em Jaguariaíva o valor não chegou nisso. Aos interessados, porém, Rover lembra que o escritório da GMH está de portas abertas em Jaguariaíva, para os cadastros, na Cidade Alta. 

A estimativa é de que, quando tiver em plena operação, o projeto seja capaz de gerar 1,5 mil vagas de trabalho diretas, nos cinco investimentos em Jaguariaíva; e outras cerca de 30 mil vagas indiretas, já contabilizando os produtores integrados. 

Investimento será de R$ 1,5 bilhão

O valor investido pela GMH nos dois complexos irá girar em torno de R$ 1 bilhão, informa Luiz Paulo Rover. O aporte será um pouco maior em Jaguariaíva, já que é apenas o município dos Campos Gerais que irá ter o investimento nos complexos de recria e matrizeiro. Os ovos produzidos neste polo serão transportados para o estado vizinho, para a distribuição entre os integrados. Em área construída, Rover estima cerca de 1 milhão de metros quadrados, já somando os cerca de R$ 500 milhões que serão aplicados nas granjas. Em cada um dos complexos, o frigorifico terá 35 mil m²; o incubatorio 18 mil; e a fábrica de ração entre 8 e 9 mil metros quadrados.

Obras deverão ser concluídas em cerca de três anos 

Enquanto que em Itararé a empresa já possui os terrenos, em Jaguariaíva o processo de doação das áreas passou pela Câmara de Vereadores e agora depende apenas da sanção do Prefeito José Sloboda. A empresa já obteve a licença ambiental prévia, porém necessita de ter posse dos terrenos para solicitar a de instalação, explica Rover. “A partir do momento que tiver a licença, vamos iniciar. Acredito que logo no começo de 2018 começamos as obras e encomendamos os equipamentos, que utilizam tecnologia alemã e holandesa”, acrescenta. A previsão é que o complexo entre em operação em 2020.

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