Superavit da balança comercial na região cresce 75%
Valor corresponde a quase 3% do saldo nacional. Nova fábrica da Klabin e supersafra contribuíram para os resultados
A região dos Campos Gerais acumula, neste ano, um crescimento acima da média nacional das exportações e, consequentemente, no saldo da balança comercial. Entre janeiro e outubro de 2017, US$ 2,14 bilhões em produtos, ou R$ 7,02 bilhões, se convertido no último dia de outubro, com o dólar cotado em R$ 3,27, foram comercializados para outros países. O valor é 32,5% superior aos R$ 5,3 bilhões (US$ 1,62 bilhão) registrados no mesmo período em 2016. Como houve uma redução nas importações, o saldo da balança comercial teve um salto de 75,03%, com um superavit de R$ 5,53 bilhões neste ano, contra R$ 3,16 bilhões em 2016. Os números foram divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
É na comparação com a média nacional que há a possibilidade de avaliar a evolução regional. As exportações brasileiras totalizaram R$ 599,9 bilhões, valor 19,8% superior ao acumulado de 2016. Neste contexto, as exportações dos Campos Gerais foram quase 13% superiores à nacional, correspondendo a 1,17% de tudo o que foi enviado a outros países. A participação cresce quando o assunto é a balança comercial: quase 3% (2,89%) do superavit brasileiro, de R$ 191 bilhões, foi registrado nos Campos Gerais. O saldo nacional cresceu 51,7%, montante 23,3% inferior ao resultado regional.
Tais resultados foram impulsionados por dois principais fatores: a operação da Unidade Puma da Klabin, que exporta a maior parte de sua produção; e a ‘supersafra’, que fez elevar o processamento e a movimentação da exportação das moageiras em Ponta Grossa. Dos 27 municípios dos Campos Gerais, 24 deles realizaram negócios com outros países no decorrer deste ano. A lista cresceu em 2017, com a inclusão de Fernandes Pinheiro, que não registrou importações ou exportações em 2016, mas que, neste ano, comercializou mais de R$ 130 mil em produtos para outros países.
Entre os municípios de maior participação no comércio exterior, Ponta Grossa mantém a liderança, com exportações que atingiram a marca de R$ 4,06 bilhões, ou o equivalente a 58% do total regional. Na sequência agora aparece Ortigueira, que comercializou R$ 1,21 bilhão com outras unidades de federação. Telêmaco Borba, que historicamente foi a segunda colocada, também devido à fábrica da Klabin (Unidade Monte Alegre), agora caiu para a terceira posição nas exportações, com quase R$ 600 milhões vendidos. Jaguariaíva foi a quarta cidade que mais exportou, totalizando R$ 240 milhões; e Castro a quinta, com R$ 230 milhões negociados. No saldo da balança comercial, o ranking segue a mesma ordem.
Ortigueira tem o maior crescimento das exportações
Entre os 24 municípios da região, apenas dois tiveram o saldo negativo, ou seja, importaram mais do que exportaram: Arapoti, onde o deficit foi de R$ 1,16 milhão; e Ivaí, com um deficit de pouco mais de R$ 50 mil. No ano passado eram cinco os municípios com saldo negativo. Ortigueira teve o maior incremento no saldo, já que saiu de um deficit superior a R$ 60 milhões, em 2016 para um superavit de R$ 1,15 bilhão neste ano. Nas exportações, apenas seis municípios reduziram os negócios com outros países. Entre os que tiveram o maior incremento percentual nas exportações estão Ipiranga, que passou de R$ 70 mil para R$ 3,2 milhões, e Porto Amazonas, de R$ 33 mil para mais de R$ 630 mil. Em valores, as maiores altas nas exportações ficaram com Ortigueira, cujo incremento foi de R$ 538 milhões, e Palmeira, que registrou uma alta de R$ 42,6 milhões.
Região tem destaque em ranking municipal
A Região dos Campos Gerais, caso fosse um ‘bloco’, estaria entre os maiores negociantes do país. No ranking do saldo da balança comercial, por exemplo, se fosse uma cidade, a região ocuparia a 10ª posição no ranking municipal, à frente de Macaé. Excetuando Paranaguá, que tem o porto, seria o maior superavit do Sul do Brasil. Já nas exportações ocuparia a 12ª colocação no Ranking Municipal. Considerando os municípios, Ponta Grossa tem o 22º maior saldo da balança comercial e ocupa a 29º no ranking das exportações. Ortigueira, por sua vez, tem o 67º maior saldo do país.





















