Região pede agilidade na liberação para projeto de R$ 1,5 bi
Prefeito de Jaguariaíva esteve acompanhado de Ghassan Saab em reunião com o presidente do IAP, nesta segunda-feira

Para buscar avanços com o projeto da construção do Complexo Avícola na região dos Campos Gerais, um dos investidores do projeto e presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasileira (CCIBRA), Ghassan Saab, esteve, junto com o prefeito de Jaguariaíva, José Sloboda, no Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Após uma conversa com o diretor presidente Luiz Tarcísio Mossato Pinto, nesta segunda-feira (23), para tratar dos trâmites ambientais, eles também foram até a Agência Paraná de Desenvolvimento. O investimento total no complexo, que será realizado pela General Mediterranean Holding (GMH), que inclui um frigorífico de aves e uma fábrica de rações em Jaguariaíva, gira em torno de R$ 1,5 bilhão, quando em operação total.
Na reunião no IAP, onde também estiveram acompanhados do Deputado Estadual Pedro Lupion, ‘Juca’ Sloboda explicou que agora já com as áreas destinadas para os investimentos, há o interesse no avanço do processo de licenciamento prévio para o empreendimento. “Estamos trabalhando no licenciamento das áreas que o município está cedendo para a instalação do complexo. Estivemos no IAP para tratar das licenças prévias, que é o trabalho mais burocrático, para depois de receber essa autorização, poder instalar o projeto, com o início das obras”, explica Sloboda.
Após a aprovação do licenciamento prévio, o qual já foi solicitado no primeiro semestre, há a necessidade da empresa protocolar o projeto, para requerer a licença de instalação. No entanto, este último é mais célere que o primeiro. Na reunião, o presidente do IAP garantiu a agilidade nos processos. “Nós garantimos ao Prefeito e à empresa que vamos trabalhar o mais rápido possível para que a GMH obtenha o licenciamento da atividade em Jaguariaíva. A segurança jurídica e ambiental faz com que grandes empresas se instalem no estado, e me comprometo, assim que a empresa apresentar os estudos, de fazer uma análise rápida e apresentar os licenciamentos necessários para que possa dar início às obras”, ressaltou.
Segundo informou o Prefeito, a visita na Agência Paraná de Desenvolvimento (APD) ocorreu porque a APD está auxiliando o município nas questões documentais necessárias para a instalação de todo o complexo no município. Com capacidade de abatimento de até 400 mil aves ao dia, o produto do frigorífico será voltado principalmente ao mercado europeu e Oriente Médio, com a perspectiva de que 1,5 mil vagas de emprego sejam geradas.
Parte do projeto será construído no Estado de São Paulo
Conforme explicou Ghassan Saab, nem todas as estruturas do projeto ficarão em Jaguariaíva. Parte do investimento será realizado em Itararé, em São Paulo. O motivo seria a legislação. “A lei federal não permite que um animal vivo seja transportado de um estado para outro. Por isso a estratégia da empresa divide o projeto em dois lugares, em São Paulo e em Jaguariaíva”, explica. Sloboda, por sua vez, lembra que é apenas um, dos vários investimentos, que ficará no estado vizinho. “Esse é um grande projeto, que vai movimentar a região toda. Há um investimento que ficará no Estado de São Paulo, para os produtores avícolas. A maior parte do projeto, cerca de 80% dele, ficará em Jaguariaíva. O investimento segue em R$ 1,5 bilhão, que vai beneficiar toda a região”, destaca o prefeito e presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG)





















