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Governo aposta em consórcios para zerar lixões no Paraná

Projeto em regime de urgência fomenta criação de consórcios intermunicipais de resíduos

Problema do Botuquara segue indefinido em Ponta Grossa
Problema do Botuquara segue indefinido em Ponta Grossa -

Stiven de Souza

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O governador Beto Richa (PSDB) encaminhou para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um projeto de lei para regulamentar os consórcios intermunicipais de resíduos sólidos. A proposta foi despachada pela Mesa Executiva na última semana e está sob análise, em regime de urgência, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep. Na prática, o projeto dá base jurídica para que as microrregiões do Estado possam consolidar consórcios intermunicipais de resíduos.

Intitulado de ‘Paraná Resíduos’, o programa define as diretrizes que os consórcios deverão seguir para extinguir os aterros controlados e lixões no estado do. De acordo com o o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antonio Carlos Bonetti, a intenção é ajudar os municípios a solucionar o problema da destinação do lixo. “A grande maioria das prefeituras paranaenses tem dificuldades para assumir a coleta e destinação do lixo, bem como de implantar a coleta seletiva”, afirma. “Com o Paraná Resíduos, o governo poderá organizar, de forma mais intensa, ações que permitam aos municípios o enquadramento na Política Nacional de Resíduos Sólidos, incentivando a busca pela solução mais adequada para evitar o uso de lixões”, completa.

Conforme prevê o projeto, os consórcios deverão ser formados e gerenciados por grupos técnicos, baseados em 20 regiões do Paraná. O Grupo de Trabalho (GT) R20 foi formalizado ainda em 2013, para atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e, em 2015, foi regulamentado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Parte dos Campos Gerais, incluindo o município de Ponta Grossa, integra a Região 13. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Barros, o Paraná Resíduos já vem sendo discutido pelo GT R20 e o governo há pelo menos dois e, com a aprovação na Alep, deve impulsionar a criação dos consórcios. “O consórcio é a melhor saída para o problema do lixo, pois ele reduz custos e favorece o meio ambiente, já que a destinação dos resíduos seria concentrada em um município da região”, comenta. “No dia 18 teremos, inclusive, um seminário sobre o tema, para os municípios tirarem dúvidas sobre os consórcios”, conta.

Problema do lixo segue indefinido

Embora o prazo para o encerramento das atividades no Aterro Botuquara se esgote na próxima quinta-feira, Ponta Grossa ainda não possui uma alternativa para a destinação do lixo. Isso porque uma licitação aberta pela Prefeitura está suspensa desde o dia 19 de setembro, após pedidos de impugnação feitos por entidades ligadas ao meio ambiente. O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Barros, informou que não há previsão para uma nova licitação para definir o destino do lixo em Ponta Grossa. O Conselho Municipal do Meio Ambiente acompanha o caso.

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