Regulamentação do Ceasa pode resultar em unidade na região
Discussão sobre o tema prevê a descentralização das atuais unidades. Neste caso, Campos Gerais seria um dos principais destinos de novas centrais.

Discussão sobre o tema prevê a descentralização das atuais unidades. Neste caso, Campos Gerais seria um dos principais destinos de novas centrais.
Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), durante a manhã desta quarta-feira (27), sugeriu medidas para definir uma nova regulamentação sobre a situação das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR). A discussão foi convocada pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda da Alep, Marcio Pauliki (PDT), e contou com a presença de líderes da Ceasa e do Emater, além de agricultores e parlamentares.
O principal assunto discutido durante a audiência foi relacionado ao mercado do produtor nas unidades – o espaço destinado para que pequenos agricultores comercializem os produtos. Após o debate, o deputado ainda pré-agendou outra audiência para o mês de outubro. O objetivo é tratar da descentralização do Ceasa e, consequentemente, a abertura de novas unidades pelo Paraná.
Segundo Pauliki, caso se confirme a hipótese de ‘expansão’, a região dos Campos Gerais é uma das mais propícias para receber uma unidade do programa. O deputado ressaltou, no entanto, que a medida precisa ser estudada para que não haja a ‘migração’ de agricultores da capital para a região. “O objetivo é fomentar a venda de produtos plantados e colhidos nos Campos Gerais, evitando que os produtores da capital saiam de Curitiba em busca de uma concorrência mais simples”, destaca Pauliki.
Para o parlamentar, seria necessário que a região crie um faturamento a parte, mantendo a renda já iniciada há anos em Curitiba – que, de acordo com Pauliki, movimenta em torno de R$ 2 bilhões ao ano. Para isso, seriam necessários estudos de implantação do programa que avaliariam o número de agricultores, o potencial do mercado e até mesmo a necessidade da venda para outras regiões paranaenses.
“[Campos Gerais] É uma região grande e conta principalmente com um excelente ‘cinturão verde’, o que torna o local como um dos mais adequados em caso de descentralização”, garante o deputado.
“Ceasa deve diminuir custos”, diz AMCG
O presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), José Sloboda (DEM), afirma que a instalação de uma unidade do Ceasa na região é “extremamente benéfica” para a agricultura local. “Temos mais de um milhão de pessoas nos Campos Gerais, um público interessante para o Ceasa. Se implantado, os produtores ficarão mais próximos dos consumidores, diminuindo os custos de transporte e, por consequência, os preços”, detalha o presidente.





















