Empresas de transporte são denunciadas à Justiça | aRede
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Empresas de transporte são denunciadas à Justiça

Empresas de transporte são denunciadas à Justiça

Funcionários de empresas do transporte coletivo de passageiros em Castro, na região dos Campos Gerais, trabalham em regime análogo a escravidão
Funcionários de empresas do transporte coletivo de passageiros em Castro, na região dos Campos Gerais, trabalham em regime análogo a escravidão -

Da Redação

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Funcionários de empresas do transporte coletivo de passageiros em Castro, na região dos Campos Gerais, trabalham em regime análogo a escravidão. Salário abaixo do piso da categoria, entre outras irregularidades foram denunciadas à Justiça do Trabalho pelo Sintropas-PG (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte de Passageiros nos Campos Gerais). As empresas têm 15 dias para apresentar documentos que foram solicitados ou uma multa no valor de R$ 50 mil será aplicada.

De acordo com o presidente do Sintropas-PG, Luizão (Luiz Carlos de Oliveira), as irregularidades foram encontradas durante o Programa de Representação Sindical. “Nós realizamos reuniões com trabalhadores do transporte coletivo de passageiros e descobrimos situações estarrecedoras. A desvalorização da categoria caracterizam o não cumprimento das leis trabalhistas”, disse o sindicalista. “São empresários que querem enriquecer às custas dos seus funcionários”, concluiu.

Duas empresas localizadas em Castro chamaram a atenção pela desvalorização e foram denunciadas à Justiça do Trabalho. Motoristas ficam à disposição das empresas por até 15 horas por dia, com um salário de R$ 1.200, sem auxílio alimentação.

A Justiça do Trabalho se manifestou referente aos casos e determinou que as empresas apresentem documentos dos últimos cinco anos em 15 dias, contados a partir do dia 19 de setembro.

Programa de representação sindical

A diretoria do Sintropas-PG fiscalizou mais de 100 empresas de pequeno e médio porte, além de conversar com mais de 500 trabalhadores. Ao todo 75 empresas foram notificadas para comparecer no sindicato e apresentar explicações sobre as irregularidades com os trabalhadores do transporte. Este trabalho durou 30 dias e, das 75 empresas notificadas, menos de 10% compareceram e se comprometeram a solucionar os problemas, garantindo aos trabalhadores salário digno e auxílio alimentação.

Informações Assessoria de Imprensa Sintropas-PG

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