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Sindicato da Polícia pede interdição da cadeia de Imbituva

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Afonso Verner

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O Sindicato da Classe dos Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) pediu a interdição imediata da cadeia pública de Imbituva, cidade na região dos Campos Gerais. Na tarde de hoje (12), reprensentantes do Sinclapol visitaram a cadeia para averiguar a situação do local - a carceiragem abriga 44 presos em um espaço planejado para oito pessoas.

Na última sexta-feira (8), os agentes penitenciários evitaram uma fuga em massa - os presos já tinham aberto um buraco de quase meio metro de na parede da carceiragem.

André Luiz Gutierrez, presidente do Sinclapol, classificou a situação da cadeia como “desumana” e insustentável. “O prédio pode cair na cabeça dos presos a qualquer momento. O local tem que ser interditado imediantamente”, comentou.

Além do problema com a superlotação (hoje a cadeia abriga 450% mais presos que a capacidade máxima), também existem graves problemas sanitários. “Esse lugar [a cadeia] é pior que um chiqueiro. Ninguém merece estar aqui, nem os pres   os e muito menos os funcionários”, criticou Gutierrez.

Proximidade com a população

Além das condições insustentáveis do prédio, André também chama a atenção para a proximidade do local com a vizinhança. “Temos 48 presos em um local degradante, sendo observados por uma quantidade limitada de funcionários e tudo isso a alguns metros da população”, explicou Gutierrez.

Remoção dos presos

O Sinclapol já pediu a interdição imeditata da cadeia e a remoção dos presos para outras carceragens da região. O pedido será avaliado pela Comarca de Imbituva.

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