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Arrecadação Federal cresce 10,5% na região em julho

Valor arrecadado junto aos 61 municípios da regional passou de R$ 296 milhões para R$ 336 milhões. No Brasil, houve queda real de quase 0.5%

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Fernando Rogala

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Mais uma vez neste ano a região abrangida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa foi destaque na arrecadação de tributos federais, com números acima das médias estadual e nacional. No mês de julho, foram arrecadados R$ 336,4 milhões em tributos fazendários e previdenciários, valor que é 13,5% maior que o montante de R$ 296,2 milhões atingido neste mesmo mês no ano passado. Mesmo com o desconto da inflação acumulada no ano, de 2,71% pelo IPCA, o crescimento mantém-se na casa dos dois dígitos, em um aumento real de 10,5%. Os valores foram revelados nesta sexta-feira (25).

Na comparação mais ampla, no Brasil houve uma queda real de quase 0,5%, tendo em vista que a alta nominal foi de apenas 2,36%. Foi o menor valor para o mês de julho desde 2010 em valores corrigidos. Este valor é muito semelhante à média da nona Região Fiscal, que abrange os estados de Paraná e Santa Catarina, onde a alta nominal foi de 2,32%, apresentando redução em números reais. Segundo o delegado da Receita Federal na região, Gustavo Horn, entre as 16 unidades regionais da Receita Federal na nona regional, a de Ponta Grossa apareceu na quinta posição, atrás apenas das unidades com tributos aduaneiros, onde as importações trazem grande impacto fiscal às regionais.

Apesar de ser um valor expressivo de crescimento na comparação anual, Horn reconhece que não houve nenhum incremento sazonal, mas uma alta equilibrada entre os fatores que compõem a arrecadação. “Notamos uma alta generalizada, nada que subiu a mais. Tivemos um belo incremento na arrecadação previdenciária, do Pis e Cofins, que são contribuições ligadas ao faturamento”, informa. Outra alta relevante foi observada no Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI), que passou de R$ 13,1 milhões em julho de 2016 para R$ 20,9 milhões no mês passado, ou seja, um incremento de quase 60%. 

Desde o início do ano, nos sete meses já fechados, a delegacia regional apenas registrou resultados positivos na arrecadação, com acréscimos reais. Os incrementos foram gradativos, passando de 2% e 3% nos primeiros meses, chegando a uma alta real de 6,9% em julho e agora superando a marca de 10%. “É um movimento positivo. São números que nos deixam animados para o futuro da arrecadação regional”, completa Horn, explicando que, por ser uma alta bastante distribuída entre os setores, todas as áreas da economia (indústria, comércio, serviços) mantiveram bom desempenho. 

Valor acumulado atinge R$ 2,23 bi

No acumulado do ano, de janeiro a julho, o valor pago em tributos fazendários e previdenciários nos 61 municípios da regional abrangida pela Receita Federal atingiu o montante de R$ 2,23 bilhões. O valor é, em números nominais, 8,4% maior que os R$ 2,06 bilhões registrados nos sete primeiros meses de 2016. Já descontada a inflação, a alta real na região fica na casa dos 5%. No Brasil, o valor acumulado é de R$ 758,53 bilhões, também o menor valor desde 2010. O montante é 0,61% maior que o do mesmo período de 2016, descontando a inflação pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE

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