Região prospecta R$ 4 bi em projetos de energia 'limpa' | aRede
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Região prospecta R$ 4 bi em projetos de energia 'limpa'

Somente um dos aportes, do complexo eólico projetado pela Taim Cade, que já obteve licença ambiental prévia, será de R$ 2 bilhões

Copel inicia operação de novo parque eólico na cidade de Paraizinho no estado de Rio Grande do Norte.
Paraizinho, 03/09/2015
Foto: Daniela Catisti / Copel/ANPr
Copel inicia operação de novo parque eólico na cidade de Paraizinho no estado de Rio Grande do Norte. Paraizinho, 03/09/2015 Foto: Daniela Catisti / Copel/ANPr -

Fernando Rogala

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A região dos Campos Gerais pode ser tornar referência na geração de energias renováveis. Nos últimos anos vários projetos foram elaborados e estão em fase de licenciamento ambiental, especialmente na área de energia eólica. Mais recentemente, empresários de outra área de tecnologia, a fotovoltaica, demonstraram grande interesse no desenvolvimento de usinas na região. E, também, com o avanço das tecnologias, há uma corrente de orientação aos produtores rurais da região sobre a implantação de biodigestores, inclusive com o apoio de cooperativas. No total, em apenas quatro projetos, são quase R$ 4 bilhões em investimentos previstos, para serem consolidados nos próximos anos.

O maior projeto previsto pela região é o da Taim Cade do Brasil, o do ‘Complexo Eólio-Elétrico dos Campos Gerais’. Projetado para ocupar uma área total de 12,8 mil hectares, envolvendo três municípios (Carambeí, Castro e Tibagi), ele tem um investimento previsto incialmente em cerca de R$ 2 bilhões. É também um dos projetos mais avançados, já que, recentemente, a empresa obteve o licenciamento ambiental prévio, emitido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Estudos, com diversos aeromedidores, foram realizados por vários anos, comprovando o potencial de geração na área avaliada. 

O projeto inicial prevê a instalação de 250 aerogeradores, divididos em 18 usinas, com potência instalada de 30 megawatts cada. Dessa forma, o complexo poderá gerar 500 MW nesta primeira fase, o suficiente para abastecer uma população de aproximadamente um milhão de habitantes – ou seja, os 26 municípios da região dos Campos Gerais. Estudos da empresa, com medições de vento durante três anos, mostraram um potencial estimado em 900 MW – ou seja, há a oportunidade ampliar os investimentos futuramente na região, em uma eventual ‘segunda fase’.

Para este processo de licenciamento ambiental prévio, foram cerca de três anos. As audiências públicas na região foram realizadas em setembro de 2014. Agora há a necessidade da empresa solicitar a licença de instalação ao mesmo IAP, para que, após receber este novo aval do Instituto, possa iniciar as obras. Esta segunda fase de licenciamento é mais célere do que a primeira. 

A gerente do Departamento de Energias Renováveis da Taim Cade Brasil, Sybilla Liria Benelli, revelou que agora, com o licenciamento ambiental prévio obtido, a empresa aguarda realização dos novos leilões de energia, promovidos pelo Governo Federal. Entretanto, segundo ela, por enquanto não há a previsão de quando isso pode ocorrer, destacando a necessidade da mudança da conjuntura do país.

Instalação pode gerar mil vagas

A Taim Cade ressalta que a implantação do empreendimento ficará condicionada aos resultados dos leilões de energia promovidos pela EPE e ANEEL. Estima-se que a implantação se desenvolva em 4 módulos, com período de obras estimado em 18 meses cada. Isso demandaria a contratação de 250 empregados por módulo. Desse total, 64% seriam operários, 18% técnicos de nível médio, 11% de nível superior e 7% se dedicariam às tarefas administrativas. Na operação, haverá a demandará por mão de obra de equipes especializadas de manutenção e operação do complexo, sendo estimado um total de até 30 pessoas.

Complexo Eólico Frísia está em fase de licenciamento

O projeto de um complexo eólico, planejado pela Cooperativa Frísia, está em fase de licenciamento ambiental. A licença prévia já foi solicitada ao Instituto Ambiental do Paraná - o IAP - e, segundo o Coordenador Ambiental da cooperativa, Pieter van der Meer, a perspectiva é de que o aval do IAP seja liberado até o final deste ano. O investimento previsto é de R$ 340 milhões, para a instalação de 30 aerogeradores, divididos em dois complexos – um no Santa Cândida e outro no São João, nas proximidades da Unidade Produtora de Leitões. A capacidade instalada seria de 60 MW. 

O coordenador ambiental explicou que a cooperativa, no momento, busca parceiros para a viabilização. “A Cooperativa está aberta a investidores. Cooperativas já demonstraram interesse e outros grupos também. Com a licença prévia em mãos, devemos conversar com esses possíveis parceiros”, informa. O processo mais complexo de licenciamento, segundo van der Meer, é este, o inicial. “A licença prévia é mais demorada; a de instalação é um procedimento mais rápido”, completa.

Biodigestores são opção de geração aos agropecuaristas

Com o objetivo de reduzir os custos aos produtores a Cooperativa Frísia está desenvolvendo projetos, junto com os cooperados, da geração de biogás, para a produção de energia, seja calorífica ou elétrica. Embora sejam investimentos individuais, para consumo ‘pessoal’, são alternativas sustentáveis na geração de energia, através da decomposição.

Pieter van der Meer, Coordenador Ambiental da cooperativa, explica que um investimento recente da empresa, a Unidade Produtora de Leitões (UPL), conta com um sistema deste. Ela possui um biodigestor, produzindo calor ou energia. É uma tecnologia bastante eficaz de purificação do biogás, que consegue ser mais eficiente”, informa. Entre os cooperados, há seis com biodigestores. “A tendência é melhorar. Mas o custo alto e a falta de incentivos do governo dificulta esse investimento”, pondera. 

O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa e do Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais, Gustavo Ribas Netto, visitou diversas propriedades em diferentes países europeus para obter mais informações sobre, desde os valores, a rentabilidade, até a legislação vigente em casa país. As informações são compartilhadas com produtores. Ele reconhece o alto potencial regional, porém também destaca que a legislação é um dos grandes empecilhos

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