Sicredi e Caixa devem liberar R$ 1,2 bi à safra na região
Valores são disponibilizados a partir dos próximos dias para operações de investimento, custeio e venda

Começou nesta segunda-feira (3) a liberação dos recursos para o financiamento da próxima safra. Para este período, que tem início neste mês e segue até 30 de junho de 2018, o Governo Federal confirmou a liberação de R$ 190,2 bilhões para as operações de custeio, comercialização e investimento, por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018. Na região dos Campos Gerais, entre os principais bancos que fazem a liberação dos recursos, a Caixa Econômica Federal prevê a liberação de R$ 750 milhões junto aos pouco mais de 60 municípios da Superintendência Regional; e a Sicredi estima liberar R$ 478 milhões. O Banco do Brasil, que libera o maior volume de recursos na região, ainda não revelou sua projeção para esta nova safra.
No caso da Caixa Econômica, o banco irá disponibilizar R$ 10 bilhões em todo o país, e as propostas poderão ser entregues nas agências da Caixa a partir do dia 5 de julho. Na última safra a Superintendência Regional dos Campos Gerais contratou mais de R$ 375 milhões em operações de Crédito Rural, valor que deverá ser duplicado para esta safra. O Banco do Brasil, maior operador do Plano Safra na região, que liberou, nos últimos anos, cerca de R$ 1,5 bilhão aos municípios da regional, ainda não revelou o quanto deve ser financiado nos Campos Gerais neste ano/safra 2017/2018.
Já no Sicredi os recursos estarão disponíveis a partir da próxima semana. Somente a Sicredi Campos Gerais planeja liberar R$ 478 milhões neste ano/safra 2017/2018 junto aos pouco mais de 30 municípios abrangidos pela cooperativa regional. Como explica Paulo Nogueira, assessor de crédito rural da cooperativa, o valor representa um crescimento de 29% no volume previstos para serem liberados, se comparado aos R$ 371 milhões financiados nesta safra que encerrou em 30 de junho de 2017. No Brasil, a Sicredi irá disponibilizar R$ 14,8 bilhões, sendo R$ 4,4 bilhões para os estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
Um dos maiores destaques neste ano é a redução nos juros para 6,5% ao ano para o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), para impulsionar os investimentos neste setor. “Mesmo num cenário de dificuldade, o governo reduziu os juros de algumas linhas de crédito para permitir que os agricultores tenham safras capazes de garantir a segurança alimentar do brasileiro e excedentes exportáveis para gerar divisas”, ressalta o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento, Neri Geller, acrescentando que o cenário é bastante otimista para a próxima temporada agrícola. No crédito de custeio e de investimento, os juros caíram de 8,5% ao ano e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%, à exceção do PCA e do Inovagro, nos quais a taxa foi fixada em 6,5% ao ano.
Custeio deve chegar a R$ 150 bi
Para ajudar os agricultores a custear a safra, é disponibilizado crédito em linhas com recursos obrigatórios, livres e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O volume de crédito para custeio e comercialização é de R$ 150,25 bilhões, sendo R$ 116,25 bilhões com juros controlados e R$ 34 bilhões com juros livres. O montante para investimento é de R$ 38,15 bilhões, com aumento de 12% em relação à safra anterior. Redução nas taxas de juros variam entre 1% (custeio e de investimento) e 2% (armazenagem e à inovação tecnológica).





















