Arrecadação regional obtém maior crescimento dos últimos dois anos
Alta real de 3,03% em relação ao mesmo mês no ano anterior foi o maior crescimento nos últimos 24 meses na região

A região dos Campos Gerais teve o maior crescimento na arrecadação de tributos federais nos últimos dois anos. O balanço, referente ao mês de março, mostra que o valor arrecadado atingiu a marca de R$ 281,5 milhões em tributos fazendários e previdenciários. Tal valor representa um crescimento real (considerando o IPCA acumulado nos últimos 12 meses) de 3,03% sobre os R$ 261,3 milhões registrados no mesmo mês de março de 2016. Os números foram revelados nesta quarta-feira pela Receita Federal do Brasil, através da delegacia regional em Ponta Grossa.
Este resultado mantem o crescimento real registrado em todos os meses deste primeiro trimestre. Em janeiro e fevereiro, esse crescimento, já descontada a inflação do período, foi na casa dos 2%. No acumulado do ano, a arrecadação atingiu a marca de R$ 928 milhões, contra R$ 863 milhões acumulados no primeiro trimestre de 2016. Isso representa uma alta nominal de 7,5% (R$ 65 milhões) nos 62 municípios abrangidos pela regional.
Mesmo reconhecendo essa maior alta real dos 24 meses, o delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Gustavo Horn, lembra que isso, ainda, não é motivo para grande celebração. “Na comparação com os últimos dois anos não dá para afirmar em termos absolutos, porque foram anos ruins, então há como comemorar”, destaca, lembrando alguns meses, inclusive, de queda nominal, se comparado com os mesmos meses nos anos anteriores.
Entre os segmentos com maior destaque, estão a alta superior a 20% junto às pessoas físicas e Cofins com alta superior a 15%; além de mais de 10% de alta no IRPF. “Os impostos sobre o lucro e faturamento aumentaram, então é algo bem favorável. Essas altas refletem um período positivo para a lucratividade das empresas que é importante: quem não lucra não faz investimento nunca”, lembra, destacando a importância disso para a evolução da arrecadação futura. Por outro lado, ele observa uma baixa no IPI, ocasionado pelo e compensação do imposto, por créditos acumulados por empresas. O PIS também teve crescimento tímido, porém também acima da inflação.
No decorrer deste ano, Horn acredita que essa média deve ser mantida, fechando o ano com um crescimento real na arrecadação. “Se não houver nenhum susto, a tendência é que a arrecadação tenha esse crescimento real em todos os meses. É o cenário mais provável que a gente enxerga”, conclui. Para abril, ele acredita em um recorde nominal.
Valores nacionais tem queda
A arrecadação regional destoou da nacional neste mês de março. Enquanto houve um crescimento na região, no país houve uma queda real, de 1,16%, em relação ao mesmo mês de 2016, ao atingir a marca de R$ 98,9 bilhões. De acordo com o delegado Gustavo Horn, isso ocorre pelas características regionais, onde não há certos tipos de setores que trazem grande impacto. “A arrecadação nacional tem outros tipos de receitas que influenciam. Por exemplo, setor bancário não tem, apenas a sede de cooperativas de crédito. Há a cadeia do petróleo, que aqui não temos, que influencia na arrecadação nacional”, esclarece.





















