Projeto de grãos recebe certificação internacional
Semana de Campo do projeto terminou nesta sexta-feira e teve a presença do representante da FAO

Terminou nesta sexta-feira, na Estação Experimental da Fundação ABC, em Ponta Grossa, a 18ª edição da Semana de Campo sobre Feijão e Milho, evento promovido pela Emater e a Syngenta. As atividades são parte do Projeto Grãos – Centro-Sul de Feijão e Milho, que, nesta safra 2016-2017, abrange 39 municípios da região Centro-Sul do Paraná. Neste último dia, foram 359 visitantes, fechando os quatro dias de atividades (o evento começou na terça-feira) com 1.580 participantes, superando as estimativas iniciais.
“Foi tudo bem, tudo correu dentro do esperado. Esperávamos entre 1,3 mil e 1,4 mil, e vieram mais pessoas. Nesta sexta até deu chuva na hora do almoço, mas não atrapalhou as excursões de 12 municípios”, explica o engenheiro agrônomo Germano Kusdra, coordenador estadual do projeto. Ele lembra que, além de todos os cuidados com o meio ambiente e a saúde do produtor, o foco da Semana de Campo é destacar as tecnologias de produção que podem ser adotadas pelos pequenos agricultores na próxima safra de feijão e milho para colher mais e elevar a renda da família.
Nesta sexta-feira, porém, ele destaca uma importante presença no evento, que entregou uma certificação internacional ao projeto. Valter Bianchini, responsável pela Unidade de Coordenação de Projetos da Região Sul do Brasil pela FAO – que é a Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura – fez a certificação do projeto ao coordenador. É um certificado referente à inclusão do projeto, no ano passado, na Plataforma Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável, da FAO. “Fizemos a inscrição junto a FAO pela excelência em sustentabilidade. E hoje vieram deixar o certificado do projeto como referência na plataforma, que divulga experiências bem sucedidas de desenvolvimento rural sustentável junto à agricultura familiar. Ele serve de referência não só para o Brasil, mas para o mundo!”, exalta Kusdra.
A ação conta com a parceira do Iapar, Syngenta e Embrapa, além da colaboração de 140 produtores que cedem suas propriedades para os técnicos do Instituto instalarem o que chamam de ‘unidades de referência’.
Resultados superam média do PR
Na safra orientada em 2015/2016, a média de produtividade das unidades de referência de feijão foi de 2,1 mil quilos por hectare, contra a média estadual de 1,5 mil quilos por hectare. As lavouras de referência de milho atingiram a média de produtividade de 8,3 mil quilos por hectares, quando a média estadual da cultura, na mesma safra, foi de 5,5 mil quilos por hectare. "Para atingir esse resultado, o produtor não precisa fazer muita coisa, basta fazer o básico e fazer bem feito. É exatamente o que estamos mostrando aqui nesse evento técnico durante toda a semana", explica o coordenador do projeto





















