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Região terá Observatório de Desenvolvimento

Proposta é do Departamento de Economia da UEPG em parceria com o Sebrae e a AMCG. Órgão deve desenvolver ações e funcionar como ‘consultoria’ dos municípios da região.

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Proposta é do Departamento de Economia da UEPG em parceria com o Sebrae e a AMCG. Órgão deve desenvolver ações e funcionar como ‘consultoria’ dos municípios da região.

Diagnósticos nas áreas econômica, social, ambiental e gestão pública. É com este propósito que o Departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e Sebrae, criará o Observatório de Desenvolvimento dos Campos Gerais. Conforme a professora da UEPG Augusta Pelinski Raiher – idealizadora da proposta -, a ideia é que este material, fruto do levantamento de dados do Observatório, auxilie as administrações públicas a ter em mente o seu potencial e também os seus gargalos.

Augusta conta com a experiência do Observatório de Desenvolvimento do Oeste, que vem desenvolvendo ações em prol dos municípios daquela região, já que atuou como consultora no processo de criação. “Acho muito importante essa aproximação da Universidade com a comunidade. E é isso que estamos buscando”, disse ao apresentar a proposta durante a reunião dos prefeitos da AMCG na manhã desta sexta-feira.

O Observatório contará com o apoio da para a coleta de informações e também para pesquisa, já que a entidade deve firmar convênio com a UEPG nos próximos meses. “Este será um trabalho muito importante em prol dos municípios e da região”, apontou o presidente da AMCG, José Sloboda, lembrando que com as informações em mãos é possível os prefeitos identificarem o potencial de seu município bem como as falhas. “Assim podemos planejar ações com bases reais. E buscar por investimentos nas áreas que mais necessitam”, avalia.

Os professores do Departamento de Economia preveem um período de dois anos para o resultado final de todo o trabalho, pois envolve ampla pesquisa acadêmica. Na área econômica, por exemplo, dados como PIB, industrialização, setor de serviços, mercado de trabalho e consumidor, além de exportações e importações irão compor o relatório final. “Quanto às exportações, por exemplo, queremos verificar quais dentre os 99 possíveis a região está vendendo para fora”, comenta a professora, lembrando que isto poderá ser potencializado após os dados coletados.

Já na área social, o Observatório incluirá dados quanto a saúde, a educação, a segurança e o bem estar da população. Para a pesquisadora, o eixo de pesquisa que envolverá a Gestão Pública será de ampla importância para os gestores municipais. “Vamos verificar o grau de dependência das Prefeituras, onde os recursos estão sendo alocados, se estão dando os resultados esperados”, citou, completando que desta forma poderá ser apontado os gargalos de investimentos.

Prefeitos debatem finanças

Em reunião na sede da AMCG, os prefeitos dos Campos Gerais debateram sobre a situação das finanças dos municípios. Um dos temas foi quanto ao reajuste salarial dos servidores municipais. As 19 Prefeituras que compõe a devem realizar o reajuste dos servidores conforme a correção inflacionária. Conforme o presidente da entidade, e prefeito de Jaguariaíva José Sloboda, os governos municipais devem se atentar ao fato da garantia das Prefeituras para cobrir estes reajustes até o final do ano. “Sob o risco de incorrer improbidade administrativa”, avisa.

Os prefeitos chegaram ao consenso devido a crise financeira e o limite prudencial dos municípios, já que muitos estão com as contas comprometidas muito próximo do que o permitido por lei ao pagamento do funcionalismo público.

Para que as Prefeituras cumpram com a reposição salarial em seus municípios, o presidente orientou os gestores a fazer um diagnóstico nas contas públicas para repor sem comprometer os gastos. “Cada uma das Prefeituras fará seus próprios cálculos para não ultrapassar o índice 51,3% do orçamento”, explica Juca.

O presidente exemplificou que em seu município irá propor um reajuste parcelado, já que o município encontra-se no limite do teto do gasto com pessoal e que a arrecadação deste ano tende a ser menor que a do último ano. O chefe do Executivo de Telêmaco Borba, Marcio de Matos, já teve que realizar alguns ajustes para conseguir a previsão e cumprir a reposição salarial de 2017. “As horas extras foram todas avaliadas”, contou. 

Entre os municípios da AMCG, o de Arapoti já realizou o reajuste para os servidores municipais, já que sua data-base venceu no mês de janeiro.

Na Pauta

Além do reajuste salarial dos servidores, o encontro dos prefeitos da AMCG contou com outros temas que foram debatidos. O ISS repassado às Prefeituras pela Concessionária Rodonorte, a Missão Internacional Cidades Sustentáveis, o turismo nos Campos Gerais e também a criação do Observatório de Desenvolvimento dos Campos Gerais, que será realizado pelo departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em parceria com a AMCG.

O deputado federal Sandro Alex esteve presente na reunião dos prefeitos da AMCG. Na ocasião convidou os prefeitos a participar de dois eventos.  O primeiro em Ponta Grossa no dia 8 de março, no qual diretores e técnico do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) estarão explicando sobre o Plano de Ações Articuladas (PAR) aos gestores. E o segundo em Brasília, no dia 9 de março, onde os prefeitos, secretários e técnicos poderão ter informações sobre a aplicação dos recursos federais disponíveis para a Assistência Social.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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