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Tibagi terá reajuste salarial para professores

Reajuste será concedido a professores que recebem piso da categoria.

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Reajuste será concedido a professores que recebem piso da categoria.

A Prefeitura de Tibagi, nos Campos irá elevar o vencimento de professores cujo salário-base é equiparado ao piso nacional, que passou dos antigos R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80, um aumento de 7,64%, ante uma inflação de 6,29% medida em 2016, o que representa um aumento real de 1,35%. O valor definido na esfera federal é devido aos profissionais do magistério, com formação escolar em nível médio, que atuam no setor público durante 40 horas semanais. Em Tibagi, apenas os cargos de professores da Educação Infantil possuem essa carga horária, inclusive os que serão admitidos através de Processo Seletivo Simplicado, os quais também terão direito ao salário com valor atualizado.

No caso dos profissionais que trabalham 20 horas semanais, como os professores do Ensino Fundamental I da rede pública municipal, o vencimento será pago proporcionalmente, isto é, será de R$ 1.149,40. Com o reajuste, oficializado em decreto assinado hoje, a Prefeitura cumprirá a legislação e não terá professores recebendo salário menor que o estabelecido pelo piso.

Os docentes com formação acadêmica em nível superior, bem como os demais professores de nível médio que recebem atualmente valores superiores ao novo piso, terão reajuste em março, data-base dos demais servidores do Município. “Evidentemente gostaríamos de poder reajustar os vencimentos de todos os professores ao mesmo tempo, mas o cuidado com o limite prudencial de gastos com pessoal nos exige cautela nesse momento”, explicou o secretário de Finanças, Erli Prestes.

Segundo Prestes, por ser a categoria com mais profissionais em atuação nos quadros de pessoal da Prefeitura, qualquer reajuste ao quadro do magistério gera um grande impacto nas contas do Município, tendo em vista que, junto com o aumento do salário-base, elevam-se os adicionais por tempo de serviço (biênio), a gratificação por qualificação, o adicional das professoras regentes de classe com mais de 25 anos de trabalho, as horas-atividade, dentre outros. “De nada adiantaria realizar nosso desejo de dar o reajuste coletivo nesse momento, se com esse ato extrapolássemos o limite prudencial e viéssemos a sofrer punições do Tribunal de Contas do Estado por isso. Um problema maior seria criado e isso prejudicaria todo o Município”, completou o secretário.

De acordo com a Gerência de Recursos Humanos, a Secretaria de Educação e Cultura possui em seu quadro 161 vínculos de professoras do Ensino Fundamental I e 17 professoras da Educação Infantil, além de estar prevista a contratação de mais 13 professoras da Educação Infantil em caráter temporário, via Processo Seletivo Simplificado.

Mesmo com as dificuldades, o prefeito Rildo Leonardi e o secretário de Finanças asseguraram o lançamento em folha do adicional das férias dos professores, ainda neste mês, como se faz todos os anos. “Vamos garantir esse direito dos docentes pois sabemos ser um hábito fazê-lo no mês de janeiro, pois é justamente quando os professores estão no seu período de descanso e deixam de fazer e receber suas horas-atividade, por exemplo. É uma forma de equilibrar a remuneração mensal desses profissionais”, ressaltou o prefeito.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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