Sindicato Rural de Castro prevê ano difícil para a agricultura
Receio ocorre devido aos produtos que estão, de uma maneira geral, com preços ruins ao produtor
Um
balanço dos trabalhos e ações executadas em 2016 e traçar os objetivos para
2017: esta foi a pauta da última reunião da diretoria do Sindicato Rural de
Castro, realizado na semana passada. O presidente do Sindicato, Eduardo
Medeiros, avalia que este ano foi marcado por muitos desafios por conta do
complicado cenário nacional, tanto na esfera política como econômica. “Com a
mudança de governo o cenário econômico também mudou, assim, temos medo que está
estabilidade momentânea seja cobrada no futuro. Essa conta, ao que nos parece,
será cobra dos produtores rurais. Os nossos custos não baixaram e isso pode gerar
uma crise no setor no futuro”, prevê.
Além
disso Eduardo destaca outros desafios enfrentados como a invasão da fazenda
Capão do Cipó. “É uma invasão que pede a reforma agrária de um imóvel que é da
União e tem sido utilizado como centro de pesquisa, desenvolvimento e fomento.
Portanto, não é justo que se divida essa área para particulares e queremos que
fique como sempre foi, ou seja, referência em tecnologia que atende o pequeno,
médio e grande produtor do Paraná e do Brasil. Desta forma, vamos continuar
lutando por essa causa”, destaca Medeiros. Ele fala também que tiveram desafios
em relação a renda do produtor e a conservação de estradas. “A estrada ruim é
péssimo para o produtor e também para o cidadão, pois sem estrada não tem
acesso a qualidade de vida e aos serviços essenciais. Pensando nisso
fizemos o encontro com os prefeituráveis de Castro, onde mostramos nossas
propostas aos três candidatos. Com as propostas apresentadas e o compromisso
assumido dos candidatos iremos agora iniciar um trabalho para tirar do papel e
colocar em prática essas ações e assim ajudar a melhorar a vida do produtor e
do cidadão”, frisa.
Ele recorda que durante o ano foram feitas várias reuniões com
secretários do município, empresas e lideranças da comunidade. “Todas essas reuniões
tiveram foco no bem estar, renda, tecnologia e progresso do homem do campo. O
município de Castro e as demais cidades da região são vocacionadas ao
agronegócio, assim, se o campo for bem a cidade vai bem. O que sobra no campo é
investido totalmente na cidade. Portanto, essa luta pelo desenvolvimento é que
desejamos continuar em 2017”, afirma o presidente.
Medeiros descreve que foram feitos vários atendimentos gratuitos, pois considera o Sindicato Rural de Castro a casa do produtor rural. “Em relação ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), foram feitos mais de 600 cadastros, gratuitamente até quatro módulos rurais, para os pequenos produtores que tem dificuldade de acesso a tecnologia. Foram treinados mais de 1.100 pessoas através diversos cursos do SENAR, portanto, demos qualificação aos produtores e funcionários. Outro trabalho realizado também foi em relação o ITR feito gratuitamente ao produtor rural”, explica. Ele destaca que apesar do Sindicato ser mantido por produtores de uma renda mais elevada, existe um principio de socialização em atender bem todos os produtores rurais. “Aqui existe uma consciência dos produtores de Castro de um dar a mão para o outro e assim melhorar a renda do homem do campo. Portanto, o Sindicato trabalha neste sentido, de melhorar a vida do produtor em todas as categorias”, afirma o presidente.
Previsão para o próximo ano
Para
2017, Eduardo prevê um ano desafiador. Mas acredita que a categoria deva brigar
por seguro de renda para o produtor, e assim, garantir um alimento de preço
acessível ao consumidor. “Em 2016 o produtor pegou um ciclo bom de preço. Porém
em 2017, deverá ser um ano ruim, tenho medo que haja problema de liquidez, por
causa dos produtos que estão de uma maneira geral com preços ruins ao produtor”,
destaca.