Sindicato Rural de Castro prevê ano difícil para a agricultura | aRede
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Sindicato Rural de Castro prevê ano difícil para a agricultura

Receio ocorre devido aos produtos que estão, de uma maneira geral, com preços ruins ao produtor

Imagem ilustrativa da imagem Sindicato Rural de Castro prevê ano difícil para a agricultura

Fernando Rogala

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Um balanço dos trabalhos e ações executadas em 2016 e traçar os objetivos para 2017: esta foi a pauta da última reunião da diretoria do Sindicato Rural de Castro, realizado na semana passada. O presidente do Sindicato, Eduardo Medeiros, avalia que este ano foi marcado por muitos desafios por conta do complicado cenário nacional, tanto na esfera política como econômica. “Com a mudança de governo o cenário econômico também mudou, assim, temos medo que está estabilidade momentânea seja cobrada no futuro. Essa conta, ao que nos parece, será cobra dos produtores rurais. Os nossos custos não baixaram e isso pode gerar uma crise no setor no futuro”, prevê.

Além disso Eduardo destaca outros desafios enfrentados como a invasão da fazenda Capão do Cipó. “É uma invasão que pede a reforma agrária de um imóvel que é da União e tem sido utilizado como centro de pesquisa, desenvolvimento e fomento. Portanto, não é justo que se divida essa área para particulares e queremos que fique como sempre foi, ou seja, referência em tecnologia que atende o pequeno, médio e grande produtor do Paraná e do Brasil. Desta forma, vamos continuar lutando por essa causa”, destaca Medeiros. Ele fala também que tiveram desafios em relação a renda do produtor e a conservação de estradas. “A estrada ruim é péssimo para o produtor e também para o cidadão, pois sem estrada não tem acesso a qualidade de vida e aos serviços essenciais. Pensando nisso fizemos o encontro com os prefeituráveis de Castro, onde mostramos nossas propostas aos três candidatos. Com as propostas apresentadas e o compromisso assumido dos candidatos iremos agora iniciar um trabalho para tirar do papel e colocar em prática essas ações e assim ajudar a melhorar a vida do produtor e do cidadão”, frisa.

Ele recorda que durante o ano foram feitas várias reuniões com secretários do município, empresas e lideranças da comunidade. “Todas essas reuniões tiveram foco no bem estar, renda, tecnologia e progresso do homem do campo. O município de Castro e as demais cidades da região são vocacionadas ao agronegócio, assim, se o campo for bem a cidade vai bem. O que sobra no campo é investido totalmente na cidade. Portanto, essa luta pelo desenvolvimento é que desejamos continuar em 2017”, afirma o presidente.

Medeiros descreve que foram feitos vários atendimentos gratuitos, pois considera o Sindicato Rural de Castro a casa do produtor rural. “Em relação ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), foram feitos mais de 600 cadastros, gratuitamente até quatro módulos rurais, para os pequenos produtores que tem dificuldade de acesso a tecnologia. Foram treinados mais de 1.100 pessoas através diversos cursos do SENAR, portanto, demos qualificação  aos produtores e funcionários. Outro trabalho realizado também foi em relação o ITR feito gratuitamente ao produtor rural”, explica. Ele destaca que apesar do Sindicato ser mantido por produtores de uma renda mais elevada, existe um principio de socialização em atender bem todos os produtores rurais. “Aqui existe uma consciência dos produtores de Castro de um dar a mão para o outro e assim melhorar a renda do homem do campo. Portanto, o Sindicato trabalha neste sentido, de melhorar a vida do produtor em todas as categorias”, afirma o presidente.

Previsão para o próximo ano
Para 2017, Eduardo prevê um ano desafiador. Mas acredita que a categoria deva brigar por seguro de renda para o produtor, e assim, garantir um alimento de preço acessível ao consumidor. “Em 2016 o produtor pegou um ciclo bom de preço. Porém em 2017, deverá ser um ano ruim, tenho medo que haja problema de liquidez, por causa dos produtos que estão de uma maneira geral com preços ruins ao produtor”, destaca.  

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