Região tem 209,3 mil trabalhadores formais
Ministério do Trabalho aponta que número de trabalhadores com carteira assinada teve queda de 2% na região neste ano
Quase 210 mil trabalhadores. Esse é o número de pessoas empregadas no mercado formal, com carteira assinada, em toda a região dos Campos Gerais. Tendo em vista que a região, que abrange 27 municípios, possui um milhão de habitantes, representa que há um trabalhador formal a cada cinco pessoas. Entre os municípios, a maior parte deles (16) elevou o número de trabalhadores formais no acumulado deste ano. Os números são do Ministério do Trabalho, e leva em conta os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2015, acrescido dos números do Caged até o mês de setembro.
Em relação ao ano passado, no entanto, os índices apontam que houve uma retração. Ao fechar 2015, a região tinha 213.436 empregados formais, enquanto agora, após nove meses em 2016, há 209.329, o que representa a perda de 4.107 trabalhadores, ou seja, uma redução de 2%. No Brasil, a redução no estoque de trabalhadores foi de 1,5%. No entanto, cabe destacar que somente no município de Ortigueira foi registrado o fechamento de 4.576 postos de trabalho, que representa o fechamento de 70% das vagas formais – caiu de 6.503, em dezembro de 2015, para 1927 em setembro deste ano. É reflexo da conclusão das obras da Klabin, que gerou muitas vagas na construção civil.
Ponta Grossa, que possui 86,2 mil trabalhadores com carteira assinada, lidera o ranking regional, seguida por Telêmaco Borba (17,5 mil trabalhadores) e Castro (16,5 mil trabalhadores). Já Fernandes Pinheiro possui apenas 798 trabalhadores registrados. Entre os 16 municípios que geraram vagas, Palmeira lidera, com 355 postos criados neste ano, seguido por Imbituva (219) e Arapoti (136). Na avaliação da dos Municípios dos Campos Gerais, a região dos Campos Gerais está em alta e, com isso, a entidade busca continuar aproveitando este bom momento para atrair indústrias para todos os 19 municípios que compõem a AMCG. Em 2017, novas ações serão propostas. “Serão focadas no desenvolvimento regional, e o número de trabalhadores formais nada mais é do que um dos reflexos deste desenvolvimento”, informou a entidade, através da assessoria de imprensa.
População rural reduz a média
A média de trabalhadores por habitante na região, de 20% (um em cinco), está abaixo da média nacional, de 23%, que é de quase um trabalhador a cada quatro pessoas (47 milhões de trabalhadores em pouco mais de 206 milhões de habitantes). Essa diferença se dá, principalmente, pela alta atividade rural na região, que envolve muitos agricultores familiares. A AMCG, por sua vez, destaca que esses produtores também ‘engordam’ os demais números, já que é devido a alta capacidade produtiva da região que muitos negócios se instalam.
Ponta Grossa, por exemplo, a cidade mais industrializada da região, possui uma média de 25%, ou seja, um pouco superior à nacional, de um trabalhador para quatro habitantes. Neste quesito, destaque para Carambeí, que possui 21,9 mil habitantes e 9,3 mil trabalhadores com carteira assinada, que representa um percentual de 42,5% - ou seja, a proporção é de quase um para dois. Por outro lado, a cidade com menor percentual é São João do Triunfo: são 14,8 mil habitantes e 1003 trabalhadores formais – ou seja, um trabalhador a cada 14 habitantes.





















