Osmar Blum veta o reajuste do próprio salário em Carambeí
Prefeito reeleito enviou ao Legislativo da cidade a mensagem com o veto de um projeto de lei (PL) que aumenta o salário dele e do secretariado

Prefeito reeleito enviou ao Legislativo da cidade a mensagem com o veto de um projeto de lei (PL) que aumenta o salário dele e do secretariado
O prefeito reeleito de Carambeí, Osmar Blum (PSD), enviou à Câmara de Vereadores a mensagem com o veto do projeto de lei (PL) 046/2016 de autoria do próprio Poder Executivo. A medida reajustava em 33% o salário de Blum, do vice-prefeito e de todos os secretários municipais. A medida, segundo o próprio Blum, tinha com intuito permitir a ampliação dos salários dos médicos da cidade.
O prefeito sustenta que o município tem tido dificuldades para contratar médicos interessados em trabalhar na rede pública. O aumento de 33% nos salário faria com que Blum recebesse por mês cerca de R$ 16 mil – o reajuste também daria a possibilidade do prefeito reeleito reajustar o salário pago para os médicos. Blum sustenta que a Constituição Federal proíbe que qualquer servidor tenha um vencimento superior ao do prefeito.
Antes de Blum apresentar o veto ao projeto, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) já havia sugerido que Osmar vetasse a proposta. Blum salienta a intenção era reajustar os subsídios dos secretários à realidade do mercado de trabalho. “Mas o dever constitucional legal e também por orientação da minha assessoria procedemos pelo veto total do projeto, mesmo sabendo que teremos problemas para manter os médicos no quadro de pessoal municipal em virtude do teto remuneratório”, frisou o prefeito.
Economia na Prefeitura
O prefeito ressaltou que ao longo do ano foram tomadas medidas para reduzir despesas com a folha de pagamento. Ele cita o corte de horas extras que já representa uma economia de R$ 200 mil. Vinte e sete funcionários comissionados foram exonerados da Prefeitura de Carambeí nos últimos sessenta dias. De um universo de 50 cargos comissionados o corte significa uma redução de mais de 50 por cento. Destes, treze eram diretores de departamento, nove assessores de gabinete, três secretários e dois assessores especiais, além de outros quatro cargos de diretores que já estavam vagos. Com as exonerações a economia gerada é de aproximadamente R$ 135 mil ao mês, considerando salários e encargos.





















