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Museu do Tropeiro investe em organização das ações pelos próximos dez anos

Plano organiza as ações para o Museu do Tropeiro
Plano organiza as ações para o Museu do Tropeiro -

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Museu do Tropeiro, em Castro, promoveu apresentação das diretrizes do Plano Museológico.

O Museu do Tropeiro promoveu nesta semana a apresentação dos Programas e Diretrizes do Plano Museológico do Museu e suas implicações nas diversas instâncias da administração municipal. A reunião de apresentação aconteceu na segunda-feira (10) e contou com a presença do prefeito Reinaldo Cardoso; diretora municipal de Cultura, Gisele Coradassi; representantes da Associação Amigos do Museu do Tropeiro; do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Compagas, entre outras instições. O Plano contempla a estruturação e organização do Museu, as metas e os resultados estipulados para o período 2016-2026.

O prefeito Reinaldo Cardoso ressaltou, na ocasião, a importância em se preservar a história de Castro e também a necessidade de envolvimento da sociedade. “Precisamos trabalhar a preservação da nossa história e neste sentido é muito importante ter um planejamento a longo prazo, como é o caso do Plano. No entanto, levando em conta o momento econômico e político difícil que o Brasil enfrenta, isso acarretará grandes desafios para as Prefeituras. Por isso, é necessário o envolvimento da comunidade para que possamos manter os espaços de cultura e a valorização da nossa história”, aponta. 

Os trabalhos para elaboração do documento iniciaram no mês de abril de 2016, através de parceria entre a Superintendência do Iphan-PR, Compagas, Geoconsultores Engenharia e Meio Ambiente e contou com a consultoria técnica do museólogo João Paulo Correa, que esteve em Castro para a reunião de apresentação do Plano.  

A coordenadora do Museu do Tropeiro, Amélia Podolan Flügel, explica que o Plano Museológico do Museu do Tropeiro pretende traçar o perfil institucional do Museu e estabelecer um planejamento estratégico para os próximos dez anos, assim como cumprir a Lei Federal 11.904/2009. “Além de ser uma exigência legal, acreditamos que o Plano vai potencializar as ações do Museu, nos dando um direcionamento para o trabalho ao longo da próxima década”, destaca, acrescentando que o documento é fruto de um trabalho organizado em conjunto com técnicos, funcionários e a comunidade.

O Plano Museológico é uma ferramenta de aprimoramento da gestão do Museu, produzido através da reflexão da missão, da conscientização dos colaboradores tanto internos quanto externos, da análise das deficiências e potencialidades e da construção de programas de ação que valorizem a trajetória do Museu do Tropeiro, proporcionem uma atuação social mais efetiva e aproxime o público de suas diversas atividades e serviços em prol da memória do município. A Visão do Plano é que o Museu seja uma instituição de referência sobre tropeiro de muares em âmbito nacional, destacando-se pela produção de conhecimento na temática. “Não podemos perder a referência de ser o primeiro com o tema tropeirismo no Brasil”, frisa o museólogo João Paulo Correa. 

O cronograma de execução do Plano foi de seis meses. Entre abril e maio, foram realizadas visitas técnicas para avaliações das dimensões administrativas e técnicas do Museu do Tropeiro. No fim de maio houve uma reunião pública para ouvir as expectativas da comunidade em relação ao museu e, em seguida, foi apresentado ao quadro de funcionários o diagnóstico da instituição, apresentando por setores as forças, fraquezas oportunidades e ameaças identificadas pelos técnicos nas visitas anteriores.

“Entre outras ações diretrizes, o Plano definiu uma identidade para o Museu do Tropeiro, além da elaboração de um novo organograma, divisão do acervo, assim como a implantação de uma política de aquisição de acervo – com criação de comissão que vai fazer a avaliação com base em diversos critérios”, completa Correa. 

Museu do Tropeiro

É o primeiro a retratar o tema do Tropeirismo no Brasil. Criado em 1976 e inaugurado em 1977, foi idealizado pela professora Judith Carneiro de Mello para ser o testemunho do ciclo que originou a cidade de Castro. Seu acervo divide-se na exposição Tropeirismo e na Casa de Sinhara. A importância do Museu do Tropeiro, quer seja pelo seu acervo autêntico ou pelo referencial histórico que representa, tem atraído visitantes de todo o país e do exterior.

Devido às más condições que o prédio se encontrava, em 2014 a Prefeitura deu início às obras de restauro do imóvel. Na primeira fase foi realizada a restauração do telhado, com investimento próprio de R$ 179.260,30. O telhado do Museu do Tropeiro - construído no século XVIII - apresentava inúmeras goteiras, o que colocava em risco o acervo exposto e o restante da estrutura do imóvel, pois os prejuízos chegaram ao forro, ao assoalho e às paredes. 

Finalizada esta etapa, em maio de 2016 a Prefeitura deu início à segunda fase dos trabalhos, com restauro da parte interna do imóvel, com recursos próprios na ordem de R$ 318.023,63. 

Durante o período de reforma do Museu do Tropeiro, o acervo pode ser visitado em imóvel na Praça Sant'Ana. 

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