‘Orgulho Louco’ reúne cerca de 200 pessoas em Castro
Caminhada marcou o combate ao preconceito e tem o objetivo de ocasionar a inclusão de pessoas com transtorno mental.

Caminhada marcou o combate ao preconceito e tem o objetivo de ocasionar a inclusão de pessoas com transtorno mental.
Aconteceu na manhã desta sexta-feira (07), a 5ª edição da Caminhada do Orgulho Louco em Castro. Cerca de 200 pessoas entre usuários e funcionários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), comunidade, funcionários da Secretaria Municipal de Saúde, representantes da Escola Osvaldo de Biassio, estudantes do curso de Psicologia da Faculdade Santana de Ponta Grossa, representantes da Iesol Incubadora de Empreendimentos Solidários da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Iesol) participaram da caminhada. O evento foi promovido pela Prefeitura de Castro, através da Secretaria Municipal de Saúde.
“Estamos muito satisfeitos, com a participação não só dos nossos usuários, mas também da comunidade. Agradecemos a participação e colaboração de todos que tornaram essa edição um sucesso. O principal objetivo é a inserção dos nossos usuários na sociedade, e a quebra do preconceito é o nosso maior interesse. Aos poucos vamos vencendo as barreiras, cada passo é um avanço”, destaca a responsável pela Divisão de Saúde Mental do município, Lucimar Coneglian.
Terezinha de Jesus Marcondes - mãe de Vanessa, de 25 anos, usuária do Caps – acompanhou a filha na caminhada e apoia a iniciativa. “Já participei da caminhada nos anos anteriores também, e considero muito importante levar essa mensagem para a sociedade. Com certeza o preconceito já diminuiu, mais ainda existe e muitas vezes percebemos isso. E nosso desejo é que isso acabe, eles não escolheram enfrentar esse sofrimento, e por isso, tudo o que precisam é do nosso apoio”, ressalta.
Esta edição da caminhada teve como tema 'Os direitos da pessoa com transtorno mental', que vem sendo trabalhado com os usuários nas oficinas realizadas no Caps. “No último mês este foi o assunto em pauta com os nossos usuários, que realizaram a confecção dos cartazes para a caminhada, expondo quais os direitos que consideravam violados, desde coisas simples, como o direito a alegria, algo tão banal para nós muitas vezes, mas que para eles pode ser visto como um sintoma de doença”, explana Lucimar.
Eraci Lopes, usuária do Caps há dez anos também participou da caminhada. "Gostei muito dessa iniciativa, é importante que as pessoas saibam sobre nós, para que possam entender ao menos um pouquinho do que enfrentamos, e diminuam o preconceito que ainda existe e muito”, frisa.
O percurso iniciou no Caps, na rua Cipriano Marques de Sousa e foi encerrado na Praça João Gualberto, onde todos os participantes soltaram balões com mensagens sobre os desejos para a sociedade e para a cidade de Castro.
CAPS
O Centro de Atendimento Psicossocial de Castro atende pessoas em sofrimento mental, visando a reinserção social pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. “Melhorei muito depois que passei a participar das atividades no Caps, porque isso distrai a mente, e se estamos com um problema, já temos o psicólogo e os médicos ali pronto para nos atender", declarou a usuária Eraci.
O Caps conta com uma equipe multiprofissional de nível superior e médio composta por psicólogos, enfermeiro, assistente social e auxiliar de enfermagem, além de professores para as várias atividades desenvolvidas no local, entre elas, a psicoterapia individual ou grupal, oficinas terapêuticas, acompanhamento psiquiátrico, visitas domiciliares, orientação, inclusão das famílias e atividades comunitárias
Atualmente, 500 pacientes são atendidos na unidade. Semanalmente são realizadas reuniões dos funcionários com o objetivo de melhorar cada vez mais o atendimento aos usuários e à comunidade.
Informações da Assessoria de Imprensa.





















